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Alimentação inadequada, falta de observação e a realização de avaliação médica apenas quando o animal está doente são alguns equívocos frequentemente realizados
Pequenos cuidados diários fazem a diferença na saúde e no bem-estar dos pets. No entanto, hábitos comuns podem ser prejudiciais quando desconsideram as necessidades específicas de cada animal / Unplash/Krista Mangulsone
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Sem dúvidas, os pequenos cuidados no dia a dia fazem toda a diferença quando se consideram aspectos como a saúde e até mesmo a felicidade dos bichinhos de estimação.
No entanto, alguns hábitos comuns podem ser mais prejudiciais do que, de fato, benéficos. O veterinário a domicílio, doutor Pedro Filetti, explica que isso se deve principalmente às características e natureza de cada animal. Quando suas necessidades não são atendidas corretamente, podem resultar em riscos à saúde.
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Além disso, com o calor do verão, o Diário publicou uma matéria explicando os perigos de dar água de coco para pets, mesmo que seja apenas com a intenção de 'hidratá-los'. Para saber mais, confira a reportagem clicando aqui.
Um dos principais equívocos listados por Filetti é quando tutores tratam seus animais de estimação de forma como tratariam uma pessoa, ignorando suas particularidades únicas e gerando potenciais riscos.
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"Cães e gatos têm necessidades físicas, emocionais e comportamentais muito específicas. Quando essas necessidades não são atendidas, vemos impactos diretos na saúde, como obesidade, problemas articulares, doenças metabólicas, além de alterações comportamentais, ansiedade e estresse crônico. Muitas vezes o tutor tem boa intenção, mas acaba prejudicando sem perceber".
Outro ponto citado pelo veterinário, e que pode até mesmo resultar em uma negligência despercebida, inclui mitos populares como pensar que 'bichinhos não sentem dores como humanos' ou que 'a comida caseira pode ser substituída por ração'. Além de incorretas, essas concepções podem impactar negativamente o pet em questão.
"Ainda existem mitos muito enraizados, como a ideia de que gato 'se vira sozinho', que cão não sente dor como o ser humano ou que o bichinho só precisa ir ao veterinário quando está muito doente. Outro mito comum é achar que comida caseira ou restos da alimentação humana são sempre melhores do que uma ração balanceada. Esses conceitos ultrapassados acabam atrasando diagnósticos e favorecendo doenças que poderiam ser evitadas com informações corretas".
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Mesmo quando há o desejo de que seu bichinho coma bem, as porções exageradas podem desencadear desequilíbrios. Para garantir uma boa saúde, a alimentação do animal é um fator essencial, de acordo com Filetti.
"O principal erro é o excesso. Muitos pets comem mais do que deveriam, sejam porções mal calculadas ou por petiscos frequentes ao longo do dia. Outro problema são alimentos inadequados, como embutidos, doces, ossos cozidos ou alimentos tóxicos para animais. Também é comum trocar a ração constantemente, sem orientação veterinária, o que pode causar distúrbios gastrointestinais. Alimentação é saúde, e qualquer desequilíbrio tende a cobrar um preço com o tempo".
Esse erro, além de comum, pode ser extremamente perigoso e desencadear danos sérios. O especialista explica que procurar avaliação médica apenas quando seu pet está doente pode acabar não apenas escondendo a dor do animal, mas, em muitos casos, gerar um diagnóstico tardio.
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"Muitos tutores só procuram o veterinário quando o animal já apresenta sintomas evidentes, e isso é perigoso. Cães e gatos têm uma grande capacidade de mascarar a dor. Sem acompanhamento regular, doenças renais, cardíacas, hormonais e até cânceres são descobertos tardiamente. A médio e longo prazo, isso significa tratamentos mais complexos, menor qualidade de vida e, em alguns casos, redução da expectativa de vida do animal".
O crescimento animal depende de estímulos que devem ser proporcionados por seus próprios responsáveis. No entanto, quando isso não acontece, prejuízos no seu comportamento e até em sua saúde podem ser apresentados.
"Animais que não recebem estímulos adequados tendem a desenvolver comportamentos indesejados, como destruição de objetos, vocalização excessiva, agressividade, apatia ou ansiedade. O enriquecimento ambiental é fundamental, tanto para cães quanto para gatos. Passeios, brincadeiras, desafios mentais e interação com o tutor fazem parte da saúde emocional do pet, e não são apenas 'luxo' ou 'entretenimento'", ressalta o veterinário.
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Pode ser que muitos não saibam, mas há certos objetos que podem colocar até mesmo a vida dos bichinhos de estimação em risco. Deste modo, Filetti alerta que é necessário ficar sempre atento e deixar os animais longe desse tipo de recurso.
"Dentro de casa, riscos comuns incluem produtos de limpeza ao alcance dos animais, plantas tóxicas, medicamentos humanos, fios elétricos expostos e janelas sem proteção, especialmente para gatos".
Assim como destacado pelo especialista anteriormente, os animais podem ser muito bons em mascarar suas próprias dores. No entanto, o veterinário cita que há maneiras de notar quando há algo de errado por meio de indícios que incluem alterações de comportamento.
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"É importante observar mudanças sutis: o animal fica mais quieto, se isola, muda o apetite, passa a beber mais ou menos água, dorme demais ou altera o comportamento habitual. Pequenas mudanças muitas vezes são grandes alertas".
Para garantir a melhor qualidade possível do animal, Filetti finaliza dando algumas dicas simples, que podem ser facilmente realizadas no cotidiano, mas muito importantes.
"A principal orientação é: Observe seu animal e tenha acompanhamento veterinário regular. Conhecer o comportamento normal do pet ajuda a identificar qualquer alteração precocemente. Além disso, investir em alimentação adequada, rotina de estímulos e prevenção é sempre mais eficaz do que tratar problemas quando eles já estão instalados. Cuidar bem não é exagero, é responsabilidade".
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