Diário Mais

Viagem no tempo: James Webb descobre a galáxia mais antiga do universo

Astrônomos identificam galáxia formada 280 milhões de anos após o Big Bang

Agência Diário

Publicado em 01/03/2026 às 22:15

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

MoM-z14 mostra que as primeiras galáxias eram menores e mais intensas / (Foto: NASA/ Wikimedia Commons)

Continua depois da publicidade

A humanidade acaba de ganhar uma nova fotografia da infância do universo graças à tecnologia do telescópio James Webb. A descoberta da MoM-z14 leva os cientistas a um passado que aconteceu 280 milhões de anos após o Big Bang.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Os dados revelam que a luz captada viajou por 13,5 bilhões de anos antes de atingir os espelhos dourados. Naquela época remota, o cosmos tinha apenas cerca de 2% da sua idade atual, sendo um lugar nascente.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Telescópio espacial registra galáxia 'Água-viva' de mais de 8 bilhões de anos que desafia a ciência

• A quase 1.000 km/s, James Webb detecta buraco negro gigante 'fugindo' de galáxia

A medição de um recorde universal

O título de objeto mais distante já confirmado pertence agora à MoM-z14 devido ao seu altíssimo desvio ao vermelho.

Esse efeito físico ocorre porque a expansão do universo estica as ondas de luz durante sua longa viagem cósmica.

Continua depois da publicidade

Consequentemente, essa pequena galáxia se tornou o ponto de referência mais antigo que os astrônomos podem observar atualmente.

MoM-z14: uma pequena potência no vazio cosmicó / IA
MoM-z14: uma pequena potência no vazio cosmicó / IA
O alvorecer cósmico revela química primordial /IA
O alvorecer cósmico revela química primordial /IA
A luz viaja 13,5 bi de anos até o James Webb / IA
A luz viaja 13,5 bi de anos até o James Webb / IA

Ela representa um elo perdido essencial para entendermos como as primeiras estruturas de matéria se organizaram no vácuo.

Curiosamente, o tamanho desse objeto é reduzido, apresentando um diâmetro total de aproximadamente 240 anos-luz no espaço profundo.

Continua depois da publicidade

Isso significa que ela é 400 vezes menor do que a Via Láctea, onde o nosso sistema habita.
Mesmo sendo compacta, sua luminosidade permitiu que o James Webb a encontrasse em meio ao vazio.

Esse fato demonstra que as galáxias primitivas eram potências de energia, brilhando intensamente apesar de suas dimensões menores.

Entendendo o impacto no alvorecer cósmico

Ao analisar a MoM-z14, os cientistas conseguem observar diretamente a fase de transição chamada de “alvorecer cósmico” no espaço.

Continua depois da publicidade

A presença marcante de nitrogênio sugere que a química das primeiras estrelas era muito diferente do que imaginávamos.

Esses processos de formação estelar parecem ter sido mais intensos e rápidos do que qualquer modelo teórico previa anteriormente.

Assim, a descoberta nos obriga a repensar como o universo maduro se desenvolveu a partir desse começo.

Continua depois da publicidade

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software