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Uso prolongado de omeprazol pode afetar absorção de minerais e saúde óssea, alerta estudo brasileiro

Estudo revela que medicamento comum para azia interfere na absorção de minerais essenciais

Agência Diário

Publicado em 01/02/2026 às 12:00

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Uso prolongado de omeprazol pode afetar ossos e minerais essenciais do organismo, aponta pesquisa. / Pixabay
Uso prolongado de omeprazol pode afetar ossos e minerais essenciais do organismo, aponta pesquisa. / Pixabay
Alívio imediato para o estômago pode esconder riscos silenciosos à saúde óssea/ Pixabay
Alívio imediato para o estômago pode esconder riscos silenciosos à saúde óssea/ Pixabay
Popular e fácil de comprar, o omeprazol exige cautela quando usado por longos períodos/ Pixabay
Popular e fácil de comprar, o omeprazol exige cautela quando usado por longos períodos/ Pixabay
Estudo acende alerta sobre anemia e possível risco de osteoporose associados ao uso contínuo do medicamento/Pixabay
Estudo acende alerta sobre anemia e possível risco de osteoporose associados ao uso contínuo do medicamento/Pixabay
Especialistas reforçam: mesmo eficaz, o omeprazol não deve ser usado sem orientação médica. / Pixabay
Especialistas reforçam: mesmo eficaz, o omeprazol não deve ser usado sem orientação médica. / Pixabay

O uso contínuo de omeprazol pode prejudicar seriamente a saúde dos seus ossos e o equilíbrio mineral / Freepick

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Muitas pessoas utilizam remédios para o estômago diariamente sem imaginar os efeitos colaterais. Uma pesquisa recente conduzida pela Unifesp e pela Faculdade de Medicina do ABC trouxe um alerta importante. 

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O uso contínuo de omeprazol pode prejudicar seriamente a saúde dos seus ossos e o equilíbrio mineral.

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Além disso, os especialistas explicam que esse fármaco pertence aos Inibidores da Bomba de Prótons. Embora ele ajude no refluxo, o consumo por longos períodos pode gerar anemia e osteoporose. 

Portanto, entender como ele age no organismo é fundamental para evitar complicações futuras. Aproveite e veja também: Esqueceu o remédio? Este dispositivo emite alertas para você nunca mais falhar

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O que os cientistas observaram

Os pesquisadores realizaram testes em animais para entender os impactos da medicação no corpo. Eles separaram ratos adultos em grupos e administraram omeprazol por até 60 dias seguidos.

Após esse tempo, a equipe analisou o sangue e órgãos como fígado, baço e estômago. Nesse sentido, os resultados mostraram que os animais apresentaram níveis baixos de ferro. 

Outro ponto preocupante foi o aumento de cálcio no sangue, sugerindo que o mineral saiu dos ossos. 

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Segundo Anderson Nogueira do Nascimento, o achado indica um risco futuro de osteoporose.

Impacto direto na absorção 

O medicamento atua reduzindo a produção de ácido clorídrico no sistema digestivo. Inicialmente, essa ação é benéfica para aliviar os sintomas da gastrite e queimação.

Contudo, a acidez reduzida dificulta que o corpo absorva nutrientes vitais de forma eficiente. Dessa forma, a falta de minerais essenciais compromete funções cardiovasculares e imunológicas importantes. 

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Como o fármaco bloqueia a absorção, o organismo começa a sofrer com carências nutricionais.  Por isso, os especialistas reforçam a necessidade de cautela ao usar a medicação.

Perigos de um hábito comum

O omeprazol está presente nas farmácias brasileiras há mais de três décadas. Ele se tornou um dos remédios mais populares, sendo consumido com ou sem prescrição. 

Entretanto, a facilidade de acesso contribui para que as pessoas ignorem os riscos do uso crônico. A pesquisadora Andréa Santana de Brito esclarece que não se trata de demonizar o medicamento, mas sim alertar sobre a banalização de seu uso. 

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De fato, a eficácia contra problemas gástricos é comprovada pela ciência. Mesmo assim, os efeitos adversos não podem ser deixados de lado pelos pacientes.

Novas regras da Anvisa

Em novembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permitiu a venda sem receita da dosagem de 20 mg. A medida busca incentivar que o cidadão utilize o remédio de forma responsável e consciente. 

A Anvisa estabelece que o tratamento deve durar, no máximo, 14 dias sem acompanhamento. Apesar disso, médicos e especialistas demonstram preocupação com essa nova liberdade de compra. 

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Eles temem que a automedicação cresça e oculte problemas de saúde mais graves e urgentes. 

Por esse motivo, o acompanhamento profissional continua sendo a recomendação de ouro.

Limites do estudo atual

A pesquisa detalhou o comportamento de diversos minerais nos órgãos através de métodos laboratoriais precisos. Os cientistas avaliaram vários parâmetros simultaneamente para garantir a qualidade dos dados obtidos. 

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No entanto, os especialistas ressaltam que os testes foram feitos apenas em animais. Portanto, ainda não se pode confirmar totalmente as consequências diretas em seres humanos.  

O estudo não avaliou desfechos clínicos práticos, como o surgimento real de fraturas ósseas. Dessa maneira, novas investigações são necessárias para validar essas teses em pacientes reais.

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