Entender quem faz parte da chamada classe média alta no Brasil vai além de analisar apenas o salário / Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Entender quem faz parte da chamada classe média alta no Brasil vai além de analisar apenas o salário. O conceito envolve critérios como distribuição de renda, padrão de consumo e as classificações adotadas por institutos de pesquisa e analistas econômicos.
Em um paÃs marcado por desigualdade histórica, essas divisões ajudam a identificar quem vive com mais conforto financeiro, quem está no limite do orçamento e quem concentra a maior parte da riqueza.
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Dados do IBGE mostram que, em 2025, a renda média mensal do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.378, o maior patamar registrado em mais de uma década. O resultado foi impulsionado pela queda do desemprego, que ficou em torno de 6,2%, e pelo aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, que ultrapassou 39 milhões.
Esses indicadores são utilizados como base para projeções econômicas que olham para o cenário de 2026.
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Nas classificações mais usadas por economistas e pelo mercado financeiro, a classe média alta aparece logo abaixo da classe A. A elite econômica concentra rendas domiciliares acima de R$ 26 mil mensais e representa cerca de 4,4% da população brasileira.
Já a classe média alta reúne famÃlias com ganhos significativamente superiores à média nacional, mas ainda distantes do topo da pirâmide social.
Considerando a evolução da renda nos últimos anos e os ajustes inflacionários, estimativas apontam que, em 2026, a classe média alta deve incluir domicÃlios com renda mensal aproximada entre R$ 12 mil e R$ 25 mil.
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FamÃlias dessa faixa costumam ter acesso facilitado à educação privada, planos de saúde, financiamento imobiliário e maior capacidade de poupança. O consumo tende a ser mais estável, mesmo em perÃodos de instabilidade econômica.