A rede decidiu encerrar todas as suas unidades físicas atuais / Divulgação/Ultrafarma
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Após completar 25 anos de atuação no varejo farmacêutico, a Ultrafarma, controlada pelo empresário Sidney Oliveira, anunciou uma mudança significativa em seu modelo de negócios. A rede decidiu encerrar todas as suas unidades físicas atuais — incluindo as lojas tradicionais da Avenida Jabaquara e da Estação Saúde — para concentrar a operação em uma única loja-conceito na Zona Norte da capital paulista.
O novo espaço terá cerca de 3 mil metros quadrados e reunirá, em um só endereço, os serviços de farmácia, manipulação e a Ótica Ultrafarma. A proposta é criar um ecossistema integrado, que combine a experiência presencial com um e-commerce fortalecido, ampliando a conveniência para o consumidor.
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A estratégia de centralização foi inspirada no modelo adotado pela Magazine Luiza. Segundo a empresa, a decisão amadureceu após conversas entre Sidney Oliveira e Luiza Trajano, presidente do Magalu. A aposta é reduzir a dispersão operacional, ganhar escala e aumentar a eficiência por meio do uso de inteligência artificial para otimizar processos.
“É menos dispersão, mais eficiência e uma experiência muito mais completa”, afirmou Oliveira em comunicado divulgado pela companhia.
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Enquanto a nova megaloja ficará responsável pelo atendimento à cidade de São Paulo, com entregas expressas, o centro de distribuição de 15 mil metros quadrados localizado em Santa Isabel (SP) seguirá como base da logística nacional.
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Com a redução dos custos fixos gerados pelo fechamento de múltiplas unidades, a Ultrafarma projeta a prática de preços ainda mais competitivos.
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A reformulação do modelo de negócios ocorre meses após o fundador da rede se tornar alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo. Em 12 de agosto de 2025, Sidney Oliveira foi preso temporariamente em uma operação que apurava um suposto esquema de corrupção tributária envolvendo a auditoria fiscal da Secretaria da Fazenda estadual.
De acordo com o MP, o esquema teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas para manipular processos administrativos e facilitar a quitação de créditos tributários de grandes empresas, entre elas a Ultrafarma e a Fast Shop.
O empresário foi solto três dias depois, em 15 de agosto, após o Ministério Público entender que a prisão não era mais necessária para o andamento das investigações. Mesmo com a entrega do passaporte às autoridades e a exigência de pagamento de uma fiança de R$ 25 milhões, Oliveira retomou rapidamente sua atuação pública à frente da marca.
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No dia 20 de agosto, a Ultrafarma lançou uma nova campanha publicitária da “Semana do Genérico”, estrelada pelo próprio empresário, reforçando a estratégia de mantê-lo como principal rosto da empresa, apesar do processo investigativo em andamento.