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Embora o hábito seja considerado seguro para pessoas saudáveis, nefrologistas alertam sobre os perigos do excesso e restrições para grupos de risco
Descubra por que a moderação é o segredo para unir prazer e saúde renal / Freepik
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Você já parou para pensar em como seus rins processam tudo o que você ingere ao longo do dia? O café é um dos componentes mais presentes na nossa dieta e exige atenção especial.
Como esses órgãos são as "usinas de reciclagem" do corpo humano, qualquer estimulante gera uma reação. Entender esse processo é o primeiro passo para garantir uma saúde renal duradoura e forte.
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No passado, a recomendação geral era de evitar o café para proteger a integridade dos vasos renais. O receio era que a bebida pudesse causar picos de pressão e danificar a filtragem.
Contudo, a medicina moderna trouxe novas evidências que tranquilizam os consumidores frequentes da bebida. Pesquisas extensas provaram que não há relação entre o café e o desenvolvimento de insuficiência renal.
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Portanto, o hábito de tomar café é considerado seguro para grande parte da população saudável. A ciência agora foca nos benefícios antioxidantes que a bebida pode oferecer ao metabolismo geral.
Logo após o consumo, a cafeína entra na corrente sanguínea e provoca um efeito diurético imediato. Esse estímulo químico obriga os rins a aumentarem a produção de urina de forma temporária.
Através desse aumento de fluxo, o corpo consegue se livrar de toxinas de maneira mais acelerada. Assim, o sistema urinário permanece em constante movimento, o que é vital para o equilíbrio.
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Ademais, esse processo não causa danos estruturais aos rins se a pessoa beber água regularmente. O café se torna apenas um coadjuvante no processo natural de desintoxicação do organismo humano.
Embora traga benefícios, o café exige moderação para evitar possíveis complicações em grupos de risco. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o café pode ser prejudicial para pessoas com algum tipo de doença renal.
A cafeína e os oxalatos podem agravar quadros de cálculos renais ou dificultar o controle da pressão. Por essa razão, o acompanhamento médico é indispensável para quem já possui um diagnóstico.
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Para quem goza de boa saúde, a meta de três a quatro xícaras pequenas é ideal. Por outro lado, o excesso deve ser combatido para evitar que o benefício se torne um problema.