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Tráfico de espécies: estrangeiros são flagrados com plantas raras ao tentar sair do Brasil

Material biológico foi apreendido em aeroporto no Sul do país e reforça alerta sobre retirada ilegal de espécies da biodiversidade brasileira

Isabella Fernandes

Publicado em 19/03/2026 às 20:23

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Durante a fiscalização, agentes encontraram nas bagagens exemplares de cactos, sementes, materiais minerais e conchas de moluscos nativos. / Fiscalização/Ibama

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O Ibama interceptou, na manhã desta quarta-feira (18), dois pesquisadores alemães que tentavam deixar o Brasil com cactos, sementes e outros materiais biológicos sem autorização. A ação ocorreu no Aeroporto Internacional Salgado Filho, com apoio da Polícia Federal.

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Durante a fiscalização, agentes encontraram nas bagagens exemplares de cactos, sementes, materiais minerais e conchas de moluscos nativos. O transporte desse tipo de material sem licença é considerado infração ambiental e pode ser enquadrado como crime contra o patrimônio natural.

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Sementes e cactos raros foram encontrados. Fiscalização/Ibama

Espécies protegidas por acordo internacional

Grande parte dos cactos apreendidos é protegida pela CITES, acordo internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas. Pela regra, a retirada e exportação só podem ocorrer com autorização oficial, após avaliação de que não haverá impacto à natureza.

Caso não é isolado

Esta é a segunda apreensão semelhante em menos de um mês. No fim de fevereiro, quatro pesquisadores da República Tcheca foram flagrados no Aeroporto Internacional de Guarulhos com uma grande quantidade de cactos coletados no Rio Grande do Sul.

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O estado é conhecido pela rica biodiversidade, especialmente no bioma Pampa, onde existem diversas espécies raras e até exclusivas da região. Muitas dessas plantas são valorizadas por colecionadores internacionais, o que aumenta o risco de retirada ilegal.

Risco para a biodiversidade

Segundo o Ibama, a coleta e o transporte irregular de espécies nativas colocam em risco o equilíbrio ambiental e podem contribuir para a extinção de plantas e animais. Por isso, a fiscalização tem sido intensificada em aeroportos e outros pontos de saída do país.

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