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Terra dos Anões: cidade brasileira tem alta concentração de moradores com até 1,40 m

Ao longo das décadas, o município se tornou referência para estudos científicos e um exemplo de adaptação social

Isabella Fernandes

Publicado em 29/01/2026 às 12:12

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No interior de Sergipe, um município de pequeno porte passou a chamar a atenção do Brasil / Divulgação

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No interior de Sergipe, um município de pequeno porte passou a chamar a atenção do Brasil e do exterior por uma característica rara: a presença de um número elevado de moradores com nanismo. Trata-se de Itabaianinha, conhecida popularmente e de forma controversa como a “Cidade dos Anões”.

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O apelido curioso esconde uma história complexa, marcada por fatores genéticos pouco comuns, isolamento geográfico e pela capacidade da comunidade de transformar uma condição hereditária em parte de sua identidade coletiva. Ao longo das décadas, o município se tornou referência para estudos científicos e um exemplo de adaptação social.

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Origem do fenômeno

O caso teve início no povoado rural de Carretéis, pertencente a Itabaianinha. Durante muitos anos, o isolamento da localidade favoreceu uniões entre parentes próximos, o que contribuiu para a propagação de uma mutação genética rara chamada Deficiência Isolada do Hormônio do Crescimento (DIGH).

A condição impede a produção adequada do hormônio responsável pelo crescimento, resultando em nanismo com proporções corporais consideradas normais, diferente de outros tipos mais conhecidos. A altura média das pessoas afetadas varia entre 1,05 metro e 1,35 metro, podendo chegar, em alguns casos, a cerca de 1,40 metro.

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Em determinado período, Carretéis registrou uma incidência impressionante: uma em cada 32 pessoas apresentava a condição, um índice extremamente superior à média mundial.

Estima-se que, ao longo de oito gerações, mais de 130 moradores tenham nascido com DIGH, tornando o município um caso singular para a medicina.

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Projeção internacional

A singularidade genética de Itabaianinha despertou o interesse de pesquisadores, jornalistas e veículos internacionais. Nas décadas de 1980 e 1990, reportagens exibidas por emissoras como a CNN ajudaram a levar o nome da cidade ao conhecimento global.

Em 1993, o jornalista italiano Marco Sanvoisin visitou a região e descreveu os moradores como “criaturas doces e diferentes, que parecem ter saído de um livro de fadas”. A declaração repercutiu amplamente, gerando tanto admiração quanto discussões sobre estigmatização.

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