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Terra do Sorvete: cidade produz 500 mil litros da sobremesa e conta com sabores exóticos

Há até calendário especial com festas temáticas, gincanas, desafios e muita diversão (com sorvetes)

Jeferson Marques

Publicado em 26/01/2026 às 13:21

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Uma fábrica caseira de sorvetes de diversos sabores / Imagem ilustrativa/IA

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Localizada a 360 km da capital paulista, a cidade de Itápolis ostenta um título que desperta a inveja – e a gula – de muitos municípios maiores: é oficialmente a Terra do Sorvete. Com cerca de 40 mil habitantes, a cidade não apenas consome a sobremesa em quantidades industriais, mas transformou a produção gelada em sua maior embaixadora cultural e econômica. Foram cerca de 500 mil litros da gostosura produzidos só em 2025.

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A fama não é infundada. Estima-se que mais de 400 famílias itapolitanas tenham deixado a cidade nas últimas décadas para abrir sorveterias em outros cantos do Brasil, espalhando uma tradição que começou com imigrantes italianos. Mas é dentro dos limites do município que os números e as colheres realmente impressionam, consolidando um turismo gastronômico que culmina anualmente em festivais e competições de "estômago de aço".

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Sabor exótico de doce de leite com gorgonzola / Imagem ilustrativa IA
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E o sabor tomate com manjericão? / Imagem ilustrativa IA
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Que tal um sorvete sabor feijoada? / Imagem ilustrativa IA
Que tal um sorvete sabor feijoada? / Imagem ilustrativa IA

Voracidade

Um dos pontos altos do calendário local é a tradicional "Festa do Sorvete", realizada geralmente em setembro (no Dia Nacional do Sorvete). É lá que ocorre a insólita competição "Quem come mais sorvete". O desafio é simples e congelante: os competidores têm cinco minutos para ingerir a maior quantidade possível da massa.

O recorde histórico da prova beira o inacreditável. Em edições recentes, o vencedor chegou a devorar quase 1,6 kg de sorvete no tempo estipulado – uma marca que exige técnica para evitar o famoso "congelamento cerebral" (brain freeze). O evento atrai turistas de toda a região e serve como vitrine para a potência das fábricas locais.

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Exportação

A "diáspora do sorvete" é o fenômeno que explica o título nacional. Diferente de cidades que concentram grandes indústrias multinacionais, Itápolis se especializou no modelo artesanal familiar. A cidade funciona como uma "escola": os moradores aprendem o ofício nas sorveterias locais e, quando dominam a técnica, migram para cidades onde o mercado é menos saturado.

Isso criou uma rede informal onde, se você entrar em uma sorveteria artesanal de alta qualidade no interior do Paraná, Mato Grosso ou Minas Gerais, há uma chance estatística relevante de o dono ter raízes itapolitanas.

Exotismo

Para manter o reinado, as sorveterias da cidade apostam na inovação constante, fugindo do trivial chocolate e morango. A "Rota do Sorvete", roteiro turístico oficializado pela prefeitura, oferece aos visitantes sabores que desafiam o paladar.

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Entre as criações que ganharam manchetes, destacam-se sorvetes de feijoada, gorgonzola com doce de leite e até tomate com manjericão. Essas experiências gastronômicas reforçam que, em Itápolis, o sorvete não é apenas uma sobremesa para dias quentes, mas o prato principal de uma economia que não para de crescer.

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