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Todos os anos, entre maio e julho, a chamada safra da tainha transforma praias da capital catarinense em verdadeiros cenários culturais
Considerada o peixe sÃmbolo de Florianópolis, a tainha (Mugil liza) é protagonista de uma das tradições mais marcantes do litoral de Santa Catarina. / Divulgação/PMPG
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Considerada o peixe sÃmbolo de Florianópolis, a tainha (Mugil liza) é protagonista de uma das tradições mais marcantes do litoral de Santa Catarina. Todos os anos, entre maio e julho, a chamada safra da tainha transforma praias da capital catarinense em verdadeiros cenários culturais, reunindo pescadores, moradores e turistas em torno da pesca artesanal e da gastronomia local.
Muito além de um alimento tÃpico, a tainha representa identidade, história e economia para a Ilha da Magia. Em 2024, por exemplo, Santa Catarina registrou mais de 900 mil tainhas capturadas, um dos maiores números da série recente, reforçando a importância da atividade para comunidades pesqueiras.
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Durante a temporada, diversas praias de Florianópolis se tornam palco da pesca artesanal. Entre os principais pontos estão Pântano do Sul, Barra da Lagoa, Ingleses, Santinho, Campeche, Armação e Lagoa da Conceição.
A captura acontece principalmente por meio do cerco de praia, técnica tradicional em que pescadores observam o mar em busca dos cardumes. Quando os peixes se aproximam da costa, redes são lançadas e puxadas coletivamente até a areia.
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O momento costuma reunir dezenas de pessoas. Muitas vezes, moradores e turistas ajudam a puxar as redes em um verdadeiro mutirão comunitário. Como forma de agradecimento, é comum que quem participa receba uma tainha.
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Durante a safra, algumas regras também entram em vigor para garantir o sucesso da pesca. Em determinados trechos, o surfe pode ser temporariamente proibido, evitando que os cardumes se dispersem, e banhistas são orientados a respeitar áreas reservadas aos pescadores.
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A pesca da tainha em Florianópolis é uma tradição centenária, herdada dos povos indÃgenas e posteriormente fortalecida pelos colonizadores açorianos, que chegaram à região no século XVIII.
Os chamados ranchos de pesca, espalhados por diversas praias da ilha, funcionam como centros de convivência das comunidades pesqueiras. Nesses espaços, redes são preparadas, histórias são compartilhadas e a cultura local se mantém viva.
Além da pesca, a tainha também é destaque na culinária regional. Entre os pratos mais tradicionais estão:
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Para reforçar essa tradição, Florianópolis criou a Rota da Tainha, iniciativa que reúne 26 praias ligadas à pesca artesanal. O projeto busca valorizar a cultura pesqueira com ações de divulgação, sinalização e incentivo ao turismo gastronômico.
A proposta é transformar a safra da tainha em uma experiência cultural completa para moradores e visitantes, mostrando como a atividade faz parte da história e da identidade da ilha.
A pesca da tainha também segue regras especÃficas para garantir a preservação da espécie. A temporada é autorizada apenas entre 1º de maio e 31 de julho, conforme normas definidas por órgãos federais como o Ministério da Pesca e Aquicultura e o IBAMA.
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