A fama de Piracicaba não se deu apenas pelo sabor, mas por uma estratégia de comunicação genial / freepik
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Se existe um som que habita o imaginário de todo brasileiro, é o anúncio ecoando pelos alto-falantes: "Pamonhas de Piracicaba!".
O que começou como uma produção caseira no interior de São Paulo na década de 1960, escalou para uma operação industrial que, no seu auge, colocava mais de 5 mil unidades por dia nas mesas paulistas e, logo depois, de todo o país.
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A fama de Piracicaba não se deu apenas pelo sabor, mas por uma estratégia de comunicação genial em sua simplicidade.
Os carros equipados com megafones criaram um "jingle" nacional orgânico. A frase "é o puro creme do milho" não era apenas propaganda; tornou-se um selo de qualidade que diferenciava o produto piracicabano das versões de outras regiões, como as pamonhas quadradas de Goiás.
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O que nasceu em cozinhas modestas logo exigiu infraestrutura. A cidade soube profissionalizar a tradição:
Identidade Única: Diferente de outras receitas, a pamonha local se consolidou pelo frescor e pela textura cremosa.
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Logística Pioneira: A distribuição eficiente permitiu que o produto saísse do interior para dominar as capitais.
Símbolo Turístico: Hoje, o alimento é parte do DNA da cidade, atraindo visitantes que buscam a experiência autêntica direto da fonte.
A ambição piracicabana não parou nas fronteiras estaduais. Com o passar das décadas, a produção se modernizou sem perder a essência da receita original.
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Hoje, o horizonte é ainda maior: existem projetos estruturados para levar a pamonha de Piracicaba ao mercado internacional.
O objetivo é transformar o sabor do milho do interior paulista em um produto de exportação, mantendo vivo o legado que começou com um simples carro de som pelas ruas.