Enquanto as pítons-reticuladas asiáticas têm registros comprovados de terem engolido pessoas, as sucuris brasileiras permanecem apenas no campo do folclore, como explica o especialista Lucas Simões do Instituto Butantã.
O que dizem os registros científicos
Não há comprovação da sucuri brasileira engolindo seres humanos, afirma categoricamente o biólogo. Apesar de aparecerem em lendas e até na novela Pantanal, essas cobras não têm nenhum caso documentado de canibalismo humano.
Em contraste, as pítons-reticuladas do Sudeste Asiático possuem vários registros verificados, incluindo evidências fotográficas e de vídeo. Esses casos, embora raros, são cientificamente incontestáveis.
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O processo de digestão de grandes presas
Independente da espécie, engolir uma presa do tamanho de um humano exige um esforço metabólico extraordinário. Como explica o professor Stephen M. Secor, da Universidade do Alabama, o sistema digestivo dessas cobras produz quantidades massivas de ácido clorídrico e enzimas digestivas.
O processo pode:
- Demorar várias semanas
- Elevar a temperatura corporal da cobra em até 10°C
- Consumir até 40% da energia anual do animal
Esses fatores tornam ataques a humanos eventos biologicamente desvantajosos para as cobras.
O processo digestivo pode levar semanas, dependendo do tamanho da presa. Após uma refeição tão grande, a cobra pode ficar meses sem precisar se alimentar novamente, dedicando toda sua energia à digestão.
