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Suba um penhasco e veja um litoral histórico de 500 anos que poucos brasileiros conhecem

Descubra praias, trilhas e construções centenárias que revelam a história do litoral capixaba e tradições culturais ainda vivas

Helena Merencio/Agência Diário

Publicado em 07/04/2026 às 17:00

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Subir o Penhasco da Penha é mais do que um passeio: é mergulhar na história, observar um litoral quase desconhecido de muitos brasileiros e sentir como fé, cultura e natureza se entrelaçam em uma experiência única / Reprodução/YouTube

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Do alto do Penhasco da Penha, a vista se abre para um litoral que mistura história, cultura e natureza em perfeita harmonia. Entre praias que se estendem por mais de 30 quilômetros, casarões coloniais e trilhas que contornam a baía de Vitória, Vila Velha revela a riqueza de cinco séculos de colonização e devoção. 

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Cada detalhe da cidade conta uma história: das lendas do Convento de Nossa Senhora da Penha à movimentação nas ruas da Barra do Jucu, passando pela tradição culinária e pela presença marcante do Congo. 

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Subir o penhasco é mais do que uma atividade turística; é a oportunidade de enxergar o Espírito Santo nascer diante dos olhos, sentir a história pulsando e entender como o passado ainda influencia o cotidiano da cidade.

E como estamos falando sobre o Espírito Santo, conheça uma cidade do litoral do Estado que é conhecida como a Capital do Forró.

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Onde tudo começou

A colonização do Espírito Santo teve início no Sítio Histórico da Prainha, no centro de Vila Velha. Foi ali que, em 1535, Vasco Fernandes Coutinho desembarcou com sua tripulação, estabelecendo o primeiro núcleo de povoamento da capitania. 

Essa vila manteve-se como capital até 1550, quando a sede se mudou para a Ilha de Vitória em busca de proteção contra ataques indígenas. 

A antiga vila passou a ser chamada de “Vila Velha”, consolidando seu papel como berço histórico do estado. Entre as construções que resistem ao tempo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, erguida entre 1535 e 1551, se destaca como a quarta mais antiga do Brasil. 

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Ao redor, casarões coloniais, o Forte São Francisco Xavier de Piratininga e a Casa da Memória preservam a história do município, incluindo um vagão original do bonde inaugurado em 1912, mostrando a continuidade do passado no presente urbano.

O Convento de Nossa Senhora da Penha, fundado em 1558 pelo frei Pedro Palácios / Reprodução/YouTube
O Convento de Nossa Senhora da Penha, fundado em 1558 pelo frei Pedro Palácios / Reprodução/YouTube
O Convento de Nossa Senhora da Penha atrai fiéis de todo o estado e de outros lugares do Brasil / Reprodução/YouTube
O Convento de Nossa Senhora da Penha atrai fiéis de todo o estado e de outros lugares do Brasil / Reprodução/YouTube
A lenda conta que o quadro de Nossa Senhora dos Prazeres desapareceu três vezes / Reprodução/YouTube
A lenda conta que o quadro de Nossa Senhora dos Prazeres desapareceu três vezes / Reprodução/YouTube
Ele sempre reapareceu no alto do penhasco, reforçando o simbolismo do local / Reprodução/YouTube
Ele sempre reapareceu no alto do penhasco, reforçando o simbolismo do local / Reprodução/YouTube
Subir o penhasco é mais do que uma atividade turística; é a oportunidade de enxergar o Espírito Santo nascer diante dos olhos / Reprodução/YouTube
Subir o penhasco é mais do que uma atividade turística; é a oportunidade de enxergar o Espírito Santo nascer diante dos olhos / Reprodução/YouTube
Vila Velha está a 10 km de Vitória, com acesso facilitado pela Terceira Ponte e pelo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles / Reprodução/YouTube
Vila Velha está a 10 km de Vitória, com acesso facilitado pela Terceira Ponte e pelo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles / Reprodução/YouTube

Fé e lendas no topo do penhasco

O Convento de Nossa Senhora da Penha, fundado em 1558 pelo frei Pedro Palácios, domina a paisagem e atrai fiéis de todo o estado. A lenda conta que o quadro de Nossa Senhora dos Prazeres desapareceu três vezes e sempre reapareceu no alto do penhasco, reforçando o simbolismo do local. 

A subida pode ser feita pela íngreme Ladeira da Penitência, pela estrada pavimentada ou de micro-ônibus, cada trajeto oferece uma experiência diferente. Do alto, a vista abrange a Terceira Ponte, a baía de Vitória e as praias que se estendem até o horizonte. 

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Enquanto isso, a Festa da Penha, realizada em abril, transforma a cidade em um ponto de devoção intensa, com missas ao longo do dia e romaria que atrai milhares de pessoas, reforçando a importância do convento como centro religioso e cultural.

Praias e trilhas que revelam o litoral

Vila Velha possui praias para todos os perfis. A Praia da Costa combina mar agitado com infraestrutura completa, ideal para surfe e caminhadas, enquanto a Praia da Sereia oferece águas calmas perfeitas para caiaque, stand up paddle e mergulho, com a Pedra da Sereia funcionando como mirante natural.

Itapoã e Itaparica apresentam bairros em expansão com boa infraestrutura, Barra do Jucu mantém o clima de vila de pescadores e Ponta da Fruta preserva trechos de restinga e mar tranquilo. 

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Trilhas como a do Morro do Moreno proporcionam vistas panorâmicas da cidade e da baía, enquanto parques naturais, como Jacarenema e Morro da Manteigueira, protegem áreas de manguezal e restinga, tornando a experiência de contato com a natureza ainda mais completa.

E além das praias, Vitória, a capital do Espírito Santo tem o metro quadrado mais caro do Brasil.

A tradição que pulsa nas ruas

A cultura do Congo, trazida por escravizados, permanece viva nas ruas da Barra do Jucu: danças, cortejos e música seguem o ritmo do tambor, compondo uma expressão que faz parte do cotidiano local, e não apenas de apresentações turísticas. 

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Essa tradição reforça a identidade da comunidade, conectando passado e presente, enquanto mantém viva a memória histórica da cidade. 

A manifestação se integra ao dia a dia e à celebração de eventos culturais, mostrando a força da herança africana e sua importância na formação do Espírito Santo.

Sabores da cidade

O Museu da Garoto oferece um passeio pela história da fábrica de chocolates que se tornou referência nacional, incluindo visita à loja com produtos frescos. A gastronomia capixaba também se destaca pela moqueca e torta capixaba, servidas em restaurantes da Prainha e da orla. 

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Essas tradições culinárias se somam à história e à cultura, proporcionando uma experiência completa ao visitante, que encontra na cidade tanto o sabor quanto a memória de séculos de história.

Como chegar e quando visitar

Vila Velha está a 10 km de Vitória, com acesso facilitado pela Terceira Ponte e pelo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles. Rodovias bem conectadas e ônibus intermunicipais permitem a chegada rápida de grandes centros. 

O clima tropical mantém calor durante o ano todo, com inverno seco e ameno ideal para trilhas e visitas ao convento. Cada estação oferece uma perspectiva diferente, mas o verão é perfeito para aproveitar praias, enquanto outono e primavera combinam clima agradável com eventos culturais.

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Subir o Penhasco da Penha é mais do que um passeio: é mergulhar na história, observar um litoral quase desconhecido de muitos brasileiros e sentir como fé, cultura e natureza se entrelaçam em uma experiência única.

Vale lembrar que Vitória também bateu recordes e virou referência em qualidade de vida.

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