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Síndrome tem nome de sigla que significa 'socorro' e faz com que você nunca mais consiga chorar

Segundo dados da Universidade de São Paulo, a Síndrome do Olho Seco (SOS) é mais comum em áreas urbanas e entre mulheres

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 14/01/2026 às 17:45

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A Síndrome do Olho Seco afeta até 40% da população em áreas urbanas, segundo dados / Unsplash/Laura Cukaj

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) avaliou fatores de risco quanto a Síndrome do olho seco, também conhecida pela sigla SOS. Segundo dados da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), a condição é mais comum em áreas urbanas (40%) do que em zonas rurais (20%). Do mesmo modo, o levantamento mostra que o problema ainda é mais frequente no público feminino, com 35% dos casos contabilizados. 

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A pesquisa da instituição paulista abrangeu aproximadamente 600 visitas domiciliares, nas cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros.

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O motivo da realização do estudo foi quando profissionais envolvidos perceberam que muitos sintomas apresentados em pacientes estavam relacionados à síndrome: ausência de lágrimas, irritação e sensação de areia nos olhos

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O problema é mais comum entre mulheres: 35% dos casos registrados no estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto envolvem o público feminino. Unsplash/JC Gellidon
O problema é mais comum entre mulheres: 35% dos casos registrados no estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto envolvem o público feminino. Unsplash/JC Gellidon
Uso de telas por mais de duas horas ao dia, cirurgias oculares e algumas doenças crônicas estão entre os fatores associados à Síndrome do Olho Seco. Unsplash/Joel Staveley
Uso de telas por mais de duas horas ao dia, cirurgias oculares e algumas doenças crônicas estão entre os fatores associados à Síndrome do Olho Seco. Unsplash/Joel Staveley
A Síndrome do Olho Seco afeta até 40% da população em áreas urbanas, segundo dados. Unsplash/Laura Cukaj
A Síndrome do Olho Seco afeta até 40% da população em áreas urbanas, segundo dados. Unsplash/Laura Cukaj
Prevenção faz a diferença: hidratação adequada, boa alimentação, sono de qualidade e ambientes com equilíbrio de umidade ajudam a reduzir os riscos da condição. Unsplash/Azmaan Baluch
Prevenção faz a diferença: hidratação adequada, boa alimentação, sono de qualidade e ambientes com equilíbrio de umidade ajudam a reduzir os riscos da condição. Unsplash/Azmaan Baluch

Como funciona a condição?

Segundo artigo da USP, a síndrome possui causas multifatoriais, envolvendo questões geográficas, genéticas, ambientais, entre outras. Isso resulta no ressecamento dos olhos devido à escassez de lágrimas produzidas, além da rápida evaporação.

Utilizando outras pesquisas como base de perguntas, o estudo explicou que a condição pode estar relacionada a fatores como a dislipidemia (alteração nos níveis de gordura) e até mesmo a cirurgia ocular.

Alguns fatores de risco incluem doenças reumatológicas, uso crônico de antidepressivos, dor pélvica crônica, pterígeo (lesão ocular causada principalmente pela exposição à radição ultravioleta), uso de telas por mais de duas horas por dia, entre outros. 

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Quanto a mulheres, os aspectos que podem resultar em possíveis riscos englobam o uso de antialérgicos, dor pélvica crônica e a fibromialgia (dor generalizada no corpo).

Deste modo, a prevenção é considerada fundamental por especialistas mencionados no artigo. Isso pode ser realizado de maneira simples e acessível, como se hidatrar constantemente, alimentação de boa qualidade, sono tranquilo (por pelo menos oito horas) e priorizar ambientes com bom balanço de umidade. 

*O texto contém informações do jornal da USP

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