A Síndrome do Olho Seco afeta até 40% da população em áreas urbanas, segundo dados / Unsplash/Laura Cukaj
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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) avaliou fatores de risco quanto a Síndrome do olho seco, também conhecida pela sigla SOS. Segundo dados da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), a condição é mais comum em áreas urbanas (40%) do que em zonas rurais (20%). Do mesmo modo, o levantamento mostra que o problema ainda é mais frequente no público feminino, com 35% dos casos contabilizados.
A pesquisa da instituição paulista abrangeu aproximadamente 600 visitas domiciliares, nas cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros.
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O motivo da realização do estudo foi quando profissionais envolvidos perceberam que muitos sintomas apresentados em pacientes estavam relacionados à síndrome: ausência de lágrimas, irritação e sensação de areia nos olhos.
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Segundo artigo da USP, a síndrome possui causas multifatoriais, envolvendo questões geográficas, genéticas, ambientais, entre outras. Isso resulta no ressecamento dos olhos devido à escassez de lágrimas produzidas, além da rápida evaporação.
Utilizando outras pesquisas como base de perguntas, o estudo explicou que a condição pode estar relacionada a fatores como a dislipidemia (alteração nos níveis de gordura) e até mesmo a cirurgia ocular.
Alguns fatores de risco incluem doenças reumatológicas, uso crônico de antidepressivos, dor pélvica crônica, pterígeo (lesão ocular causada principalmente pela exposição à radição ultravioleta), uso de telas por mais de duas horas por dia, entre outros.
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Quanto a mulheres, os aspectos que podem resultar em possíveis riscos englobam o uso de antialérgicos, dor pélvica crônica e a fibromialgia (dor generalizada no corpo).
Deste modo, a prevenção é considerada fundamental por especialistas mencionados no artigo. Isso pode ser realizado de maneira simples e acessível, como se hidatrar constantemente, alimentação de boa qualidade, sono tranquilo (por pelo menos oito horas) e priorizar ambientes com bom balanço de umidade.
*O texto contém informações do jornal da USP
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