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O segredo mais bem guardado do litoral de SP: arquipélago intocado fica a 35 km da capital

Após décadas de restrições, o destino de acesso controlado abriga um dos ecossistemas marinhos mais ricos do Brasil

Júlia Morgado

Publicado em 09/01/2026 às 08:33

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Águas cristalinas e paredões rochosos cercam o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, um santuário marinho de acesso restrito que abriga uma das maiores biodiversidades do litoral paulista / Marcos Simanovic/Wikimedia Commons

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Se você busca um destino onde a natureza é quem manda, a 35 quilômetros de São Paulo em frente ao município de São Sebastião, existe o local perfeito. O Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes é o segredo mais bem guardado do litoral de São Paulo. 

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Com paisagens que remetem a ilhas oceânicas remotas, o conjunto se destaca com águas cristalinas, grandes paredões rochosos e natureza praticamente intocada, qualidades que torna o destino um dos passeios mais incríveis do litoral de São Paulo. 

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Hoje associado a experiências de mergulho e observação da vida marinha, o local guarda um passado controverso. Por décadas, Alcatrazes esteve fechado ao público e foi utilizado como base para treinos de tiro da Marinha do Brasil, o que deixou marcas na paisagem e despertou forte reação da comunidade científica e ambiental.

Golfinhos e baleias frequentam as águas do refúgio, hoje reconhecido como um dos principais santuários marinhos do país/ Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Golfinhos e baleias frequentam as águas do refúgio, hoje reconhecido como um dos principais santuários marinhos do país/ Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
O fundo do mar abriga cardumes, estrelas-do-mar e centenas de espécies protegidas por regras rígidas de visitação/ Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
O fundo do mar abriga cardumes, estrelas-do-mar e centenas de espécies protegidas por regras rígidas de visitação/ Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Os paredões rochosos fazem parte da paisagem que resistiu a décadas de uso militar antes da criação da área protegida/ Zejulio/Wikimedia Commons
Os paredões rochosos fazem parte da paisagem que resistiu a décadas de uso militar antes da criação da área protegida/ Zejulio/Wikimedia Commons
O mergulho ocorre apenas com autorização e acompanhamento, revelando um cenário subaquático que parece de outro planeta/ Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
O mergulho ocorre apenas com autorização e acompanhamento, revelando um cenário subaquático que parece de outro planeta/ Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

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De área militar a refúgio ambiental

A relação humana com Alcatrazes começa no século 18, quando pescadores e comunidades caiçaras da região utilizavam o entorno das ilhas como área de pesca. O cenário começou a mudar a partir dos anos 1980, durante a Ditadura Militar, quando a Marinha passou a usar o arquipélago para treinamento.

Mesmo antes mal visto, o ponto de virada ocorreu apenas em 2004, após um incêndio provocado por um desses treinamentos destruir cerca de 20 hectares de vegetação e causar a morte de diversos animais. A partir daí, a pressão das criticas se intensificaram, culminando no governo federal suspendesse definitivamente as atividades militares, e criando oficialmente o Refúgio de Alcatrazes em 2016.

Desde então, a área passou a ser reconhecida como um dos principais santuários marinhos do país. 

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Um dos ecossistemas mais ricos do litoral brasileiro

Hoje, estudos apontam que o arquipélago abriga mais de 1.300 espécies animais, entre peixes, aves, répteis e mamíferos, sendo mais de 100 delas ameaçadas de extinção. Esse santuário ecológico protege milhares de espécies entre paredões imponentes e o mar azul

Dica de leitura: "Ilha do Mel" tem um dos maiores IDHs do país e qualidade de vida reconhecida pela ONU.

O mergulho mais incrível do estado

A visita ao arquipélago exige planejamento. O acesso só é permitido por meio de operadoras de turismo credenciadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis por conduzir os visitantes de forma segura e ambientalmente responsável.

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Entre as opções estão a Visita Embarcada, voltada à observação da fauna e ao snorkeling, e o Mergulho Autônomo, que oferece pontos com diferentes níveis de dificuldade.

As regras são rigorosas, mas essenciais para garantir a preservação do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes. Lá não é permitido pescar, desembarcar nas ilhas ou chegar com embarcação própria. Toda a experiência acontece no mar ou a bordo, sempre acompanhada por guias autorizados. 

Ainda assim, a experiência é única o roteiro inclui encontros com golfinhos, tartarugas e baleias, além de paisagens subaquáticas que parecem de outro mundo, embora estejam a poucos quilômetros do litoral paulista.

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O passeio também funciona como convite para estender a viagem. Base de saída para as expedições, São Sebastião combina praias, trilhas e uma atmosfera fora do circuito óbvio, tornando-se o complemento ideal para quem busca uma escapada de natureza com experiência singular.

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