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O levantamento nacional foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE), com a participação de estudantes de 13 a 17 anos; indicadores mostram maiores danos mentais ao sexo feminino
Dados da pesquisa PeNSE, divulgados pelo IBGE, indicam que adolescentes brasileiras relatam mais sofrimento emocional que os meninos / Unsplash/Zhivko Minkov
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Uma nova pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE), aponta que adolescentes do sexo feminino apresentam indicadores de saúde mental significativamente mais negativos em comparação ao masculino, no Brasil.Â
O estudo foi realizado pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Segundo os dados, coletados em 2024 com estudantes de 13 a 17 anos, notou-se que meninas relatam com maior frequência sentimentos de tristeza, irritação e até mesmo a percepção de que "a vida não vale a pena ser vivida".
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Ainda de acordo com o levantamento, 18,5% dos estudantes afirmaram ter sentimentos de desânimo com a vida. Eles relataram ter essas percepções "na maioria das vezes" ou "sempre", nos 30 dias anteriores à pesquisa.
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Em relação ao recorte feito por sexo, uma diferença é clara: 25% das meninas relataram esse sentimento, enquanto apenas 12% dos meninos fizeram o mesmo.Â
Com o objetivo de monitorar fatores de risco, bem como proteger a saúde de adolescentes brasileiros, a PeNSE consiste em uma pesquisa nacional realizada por amostragem com alunos, em escolas públicas e privadas. É conduzida pelo IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde e da Educação.
As informações revelam padrões mais consistentes de sofrimento emocional entre adolescentes mulheres. O sentimento de tristeza frequente, por exemplo, foi relatado por 28,9% dos estudantes; Já entre meninas, o porcentual chega a 41%, dobrando o número em comparação aos meninos (16,7%).Â
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Um outro indicador preocupante engloba a vontade de se machucar intencionalmente. A pesquisa mostra que 32% dos adolescente mencionaram ter sentido esse impulso ao menos uma vez nos 12 meses anteriores ao levantamento. Novamente, o Ãndice feminino tem maior proporção, com 43,4%; já o masculino, 20,5%.
Relatos de estar "irritado, nervoso ou mal-humorado por qualquer coisa" também abrangem mulheres jovens com frequência. No total, 42,9% dos estudantes descreveram o estado emocional; entre as meninas, o percentual alcança 58,1%, contra 27,6% entre os meninos.
Em 2024, 36,1% das meninas disseram não estar satisfeitas com o próprio corpo, quase o dobro do registrado entre meninos (18,2%). Unsplash/Julia RodriguezEm adição aos fatores emocionais, é apontado uma queda na satisfação dos adolescentes com a própria imagem corporal, ao longo dos últimos anos.
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Em 2024, 58% dos estudantes disseram estar satisfeitos com o próprio corpo, número inferior aos 66,5% registrados em 2019 e aos 70,2% observados em 2015. Simultaneamente, 27,2% dos jovens afiraram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a aparência, proporção crescente ao longo da série histórica.
A diferença entre gêneros continua expressiva: 36,1% das meninas relataram insatisfação com o corpo, quase o dobro dos 18,2% entre os meninos.
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O levantamento investiga fatores ligados à saúde fÃsica e mental, além de aspectos do ambiente escolar, como violência, hábitos alimentares e atividade fÃsica.
Diante do cenário, os dados reforçam a necessidade de ampliação das polÃticas de atenção à saúde mental de adolescente. O apoio emocional feminino também deve ser priorizado, visto que elas apresentam piora em relação ao gênero oposto.Â
*O texto contém informações dos portais CNN Brasil, IBGE e Gov.br
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