Isso faria dele o primeiro objeto brasileiro a chegar tão longe no espaço / Foto de Brett Sayles/Pexels
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Você sabia que o Brasil está desenvolvendo tecnologia para ir muito além da órbita da Terra? Esqueça os satélites comuns que apenas olham para baixo. Estamos falando de um passo ousado rumo ao espaço profundo.
O nome dessa missão é SelenITA. E ele pode ser o nosso passaporte para o clube das nações que exploram o ambiente lunar.
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O SelenITA não é um gigante de toneladas. Ele é um nanossatélite, um "CubeSat".
Pense nele como uma caixinha, pouco maior que uma caixa de sapatos, mas recheada com a mais alta tecnologia nacional.
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Ele está sendo desenvolvido pelas mentes brilhantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em uma parceria estratégica com ninguém menos que a NASA. É a engenharia brasileira jogando na primeira divisão do espaço.
Antes de falar da Lua, precisamos entender a missão principal dele aqui perto. O SelenITA é um caçador de tempestades espaciais.
Ele foi desenhado para estudar como a radiação do Sol bagunça a camada superior da nossa atmosfera (a ionosfera).
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Por que isso importa para você? Porque essas "bagunças" interferem diretamente no sinal do seu GPS e nas comunicações de rádio e satélite aqui na Terra.
Mas a parte mais emocionante do projeto é a sua ambição. O SelenITA foi construído para ser resistente. Muito resistente.
A maioria dos satélites fica pertinho da Terra, protegidos pelo nosso campo magnético. O SelenITA foi projetado para sobreviver fora dessa bolha de proteção, no chamado "espaço profundo", onde a radiação é brutal.
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A grande hipótese — e o sonho da equipe — é conseguir uma "carona" em um foguete que vá em direção à Lua.
Se o SelenITA pegar essa carona, ele não vai pousar na Lua, mas vai operar na região próxima a ela ou no caminho até lá.
Isso faria dele o primeiro objeto brasileiro a chegar tão longe no espaço. O objetivo é testar se os eletrônicos feitos no Brasil aguentam o tranco da radiação lunar.
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Se ele sobreviver, provará que o Brasil tem a tecnologia necessária para, no futuro, enviar suas próprias missões para explorar a superfície da nossa vizinha prateada. O SelenITA é o primeiro passo de uma longa jornada.