Um antigo satélite científico da NASA (National Aeronautics and Space Administration, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) reentrou na atmosfera terrestre de forma descontrolada e caiu no Oceano Pacífico na quarta-feira (11), encerrando uma missão iniciada há quase 14 anos.
A nave era conhecida como Van Allen Probe A, com cerca de 600 kg, fazendo parte de um projeto dedicado ao estudo dos cinturões de radiação que cercam o planeta.
De acordo com a U.S. Space Force (Forças Espaciais dos Estados Unidos), organização responsável por monitorar objetos em órbita, a reentrada ocorreu a oeste das Ilhas Galápagos, no Pacífico. A maior parte da estrutura da nave se desintegrou ao atravessar a atmosfera devido ao intenso calor gerado pelo atrito, embora fragmentos mais resistentes possam ter sobrevivido.
No entanto, a agência norte-americana estimou que o risco de ferimentos causados por eventuais destroços era de aproximadamente 1 em 4.200, potencial de dano considerado extremamente baixo.
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Missão científica de sete anos
A nave havia sido lançada em agosto de 2012, juntamente com outra estrutura “irmã”, a Van Allen Probe B. As duas sondas tinham como objetivo investigar os cinturões de radiação Van Alle, regiões do espaço ao redor da Terra, nas quais partículas carregadas ficam presas pelo campo magnético do planeta.
A missão, inicialmente, foi planejada para durar apenas dois anos. Contudo, acabou sendo estendida e atuou por sete anos, fornecendo dados sobre a dinâmica dessas regiões e sobre os efeitos do “clima espacial”, fenômeno que representa as condições de mudanças espaciais em satélites e sistemas tecnológicos.
Entre as descobertas do projeto está a identificação ocasional de um terceiro cinturão de radiação temporário, estruturado durante períodos de intensa atividade solar.
Queda do satélite
As duas sondas foram desativadas em 2019, no momento em que ficaram sem combustível. Cientistas estimavam que ambos os recursos permaneceriam em órbita até 2034; entretanto, a atividade solar foi mais intensa do que o previsto, resultando em efeitos como a expansão da atmosfera terrestre superior, além do aumento de atrito sobre a nave e aceleração de sua descida.
As ocorrências foram responsáveis por aumentar o arrasto atmosférico, fazendo com que a Van Allen Probe B retornasse à Terra cerca de oito anos antes do previsto.
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“Satélite gêmeo” continua no espaço
Embora já não esteja em funcionamento, a Van Allen Probe B ainda continua em órbita. Especialistas estimam que ela deve permanecer no espaço por mais alguns anos, com reentrada prevista após 2030.
Mesmo com o fim da missão, dados coletados por ambas as sondas continuam sendo utilizados por pesquisadores com o objetivo de melhorar a previsão de tempestades solares, compreendendo como o ambiente espacial pode afetar satélites, astronautas e até sistemas de comunicação e energia na Terra.
*O texto contém informações dos portais Terra, Nasa, ABC News e Live Science
