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Longe de ser apenas "falta de educação", a aversão ao toque esconde raízes profundas que vão desde a criação familiar até mecanismos complexos de defesa do cérebro
Respeitar os limites de quem não gosta de ser tocado é essencial, e buscar ajuda profissional é o caminho para quem deseja mudar esse comportamento / ImageFX
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O abraço é frequentemente visto como a linguagem universal do afeto, mas para muita gente, esse gesto causa uma vontade imediata de recuar.
Longe de ser apenas "falta de educação", a aversão ao toque esconde raízes profundas que vão desde a criação familiar até mecanismos complexos de defesa do cérebro.
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A forma como fomos criados dita nosso "alfabeto emocional". Especialistas indicam que famílias que não possuem o hábito do toque físico criam adultos que enxergam o abraço como algo estranho ou invasivo.
Por outro lado, o estilo de apego inseguro, quando a criança não sente segurança emocional constante, pode gerar adultos que buscam uma independência radical, repelindo qualquer proximidade física para se sentirem protegidos.
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Existem gatilhos psicológicos específicos que explicam essa resistência:
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Para muitos, o corpo é um santuário com fronteiras rígidas. O abraço é sentido como uma invasão de privacidade, gerando desconforto físico real.
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Esse limite também é moldado pela geografia: enquanto brasileiros são conhecidos pelo calor humano, em países como a Finlândia ou em diversas culturas asiáticas, o toque é reservado apenas para círculos íntimos ou visto como um gesto desnecessariamente invasivo.
Não gostar de abraços não é um defeito, mas se essa característica impede você de cultivar relacionamentos saudáveis ou causa sofrimento, o apoio psicológico pode ajudar.
Entender a origem da sua aversão é o primeiro passo para estabelecer limites saudáveis, ou aprender a se abrir para o afeto físico no seu próprio tempo.
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