Diário Mais
Descoberto por acaso durante perfurações da Petrobras, o gigantesco Rio Hamza flui em silêncio sob a maior bacia do planeta e guarda segredos
O imenso Rio Amazonas na superfície e o misterioso Rio Hamza fluindo a 4 mil metros de profundidade / Imagem ilustrativa
Continua depois da publicidade
Durante décadas, o mundo acreditou que o Rio Nilo detinha a coroa de mais longo do planeta. Recentemente, estudos com tecnologia de ponta não apenas devolveram o trono ao Rio Amazonas, como revelaram algo ainda mais perturbador: ele não está sozinho. Existe um segundo "gigante" fluindo diretamente abaixo dele.
Em 2011, técnicos da Petrobras realizavam perfurações de rotina em busca de petróleo quando encontraram algo inesperado.
Continua depois da publicidade
A cerca de 4 mil metros de profundidade, sob o leito do Amazonas, corre o chamado Rio Hamza.
Embora sua vazão seja menor que a do seu "irmão" da superfície, o Hamza é um fenômeno geológico que desafia explicações simples.
Continua depois da publicidade
Como um fluxo de água tão massivo consegue se manter paralelo ao maior rio do mundo em uma profundidade tão abismal? A ciência ainda busca todas as respostas.
A cerca de 4 mil metros de profundidade, sob o leito do Amazonas, corre o chamado Rio Hamza / Imagem ilustrativaA mudança no ranking mundial não foi baseada em suposições, mas em dados brutos. Entre 2014 e 2017, mapeamentos via satélite e GPS de alta precisão, com participação direta do INPE e do INPA, confirmaram as novas medidas:
Rio Amazonas: 7.062 km (Nasce nos Andes e deságua no Marajó, Pará).
Continua depois da publicidade
Rio Nilo: 6.650 km (Cruza 11 países até o Mar Mediterrâneo).
Essa diferença de mais de 400 km consolida o Brasil como o detentor da maior artéria fluvial da Terra, superando barreiras geográficas que antes impediam uma medição exata.
Apesar de ser o rio mais estudado do mundo, o fundo do Amazonas permanece um dos lugares menos explorados do planeta.
Continua depois da publicidade
A densidade da água, a força das correntes e a complexidade logística impedem um mapeamento completo.
Pesquisadores afirmam que o que conhecemos é apenas a "casca" de um ecossistema muito mais profundo. "Com certeza, quando o mapeamento total for viabilizado, novas surpresas, e possivelmente novas espécies surgirão desse abismo", dizem especialistas.
O Rio Amazonas prova que, em termos de riqueza natural, o Brasil ainda guarda segredos capazes de reescrever os livros de geografia de todo o mundo.
Continua depois da publicidade