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O processo é conhecido como 'ecdise', essencial para o crescimento desses répteis, além de atuar na remoção de parasitas e cicatrização
As cobras realizam o processo de troca de pele, conhecido como ecdise mecanismo essencial para o crescimento e a renovação dos tecidos / Unsplash/Alfonso Castro
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Além de apresentarem alta capacidade de sobrevivência e muitas características intrigantes, as cobras são animais que intrigam pesquisadores há tempos. Um de seus processos mais curiosos abrange a "troca" de sua pele, algo que você já deve ter estudado na escola ou visto em filmes.
Pode parecer um procedimento relativamente comum no contexto ambiental, afinal, a serpente aparenta estar apenas removendo suas escamas antigas, substituindo-as por novas.
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No entanto, o fenômeno é mais complexo do que muitos pensam. A transformação permite o crescimento dos répteis, bem como elimina parasitas e células mortas, curando lesões cutâneas e restaurando o brilho de seus tecidos. Entenda mais sobre esse processo natural das cobras abaixo.
Inicialmente, no período de formação da "nova pele", as escamas das cobras começam a se soltar de pouco em pouco. Segundo a Encyclopedia Britannica, o procedimento se trata de "uma troca de roupa gradual".
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Os tecidos rígidos, compostos por queratina, não se expandem junto ao corpo. No entanto, esses recursos são essenciais para proteger os répteis de ferimentos e evitar a desidratação.
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Segundo pesquisadores da Britannica, "esse processo de troca é crucial para o crescimento e a saúde geral da serpente”. Para conferir como o fenômeno natural ocorre, confira o vídeo abaixo.
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Como mencionado anteriormente, ao eliminar as camadas anteriores, as cobras também eliminam parasitas. Isso também torna a ecdise um mecanismo de defesa, protegendo-as de ameaças externas.
Deste modo, cada troca é uma oportunidade de recomeços para as serpentes, com maior proteção, força e resistência. O Diário fez, inclusive, uma matéria mostrando as espécies de cobras mais venenosas do mundo. Para acessá-la, basta clicar aqui.
Um dos sinais, indicando que uma troca de pele está sendo realizada, está justamente nos olhos dos répteis. O Museu da Amazônia explicou que o acúmulo de fluidos deixa as orbes opacas, dificultando a visão dessas espécies.
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Com a vista prejudicada, a cobra fica mais exposta aos predadores. A Britannica menciona que os olhos podem apresentar uma cor "azul leitosa" ou "turva".
Além disso, quando a visão clareia, os répteis esfregam suas cabeças em pedras ou galhos até iniciar a descamação. Após isso, surge a nova pele, com cores mais intensas e brilhantes.