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Relembre linha férrea que ligava Baixada Santista e Vale do Ribeira à capital paulista

Desativada nos anos 90, ferrovia marcou época e hoje inspira projetos de retomada

Matheus Sarro

Publicado em 10/04/2026 às 17:05

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Construída em 1915 pela Southern São Paulo Railway, a ferrovia Santos-Juquiá unia o Porto da cidade de Santos ao Vale do Ribeira, sendo muito importante para o desenvolvimento da região e também para o transporte de carga e passageiros. / Imagem Gerada por IA / Gemini

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Construída em 1915 pela Southern São Paulo Railway, a ferrovia Santos-Juquiá unia o Porto da cidade de Santos ao Vale do Ribeira, sendo muito importante para o desenvolvimento da região e também para o transporte de carga e passageiros.

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Em 1986, ela foi ampliada pela Fepasa, com uma extensão de 70 km entre Juquiá e Cajati, incluindo também a cidade de Registro no percurso.

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Sua operação

Seu trajeto era dividido em duas linhas: uma em serviço que ligava a capital paulista, a partir da estação da Barra Funda, até chegar a Samaritá, no município de São Vicente, onde os passageiros eram acoplados a outras composições que seguiam viagem até Juquiá.

Havia, também, um serviço diário que iniciava na estação da Ana Costa, em Santos, e unia a Baixada Santista ao Vale do Ribeira.

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A linha de passageiros se manteve em circulação até o ano de 1997. Em seu período de maior movimento, na década de 60, a ferrovia chegava a oferecer sete horários diferentes partindo de Santos.

Nos dias de hoje

Agora, existem outras alternativas após o desligamento da ferrovia, sendo a principal a utilização da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, construída em 1961, que liga a Baixada Santista ao Vale do Ribeira.

Existe também a opção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que liga as cidades de Santos e São Vicente, utilizado pelos moradores que precisam transitar rapidamente entre os dois municípios.

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Porém, nas viagens mais longas e demoradas, o panorama se torna mais cansativo. Por conta do alto custo da junção de pedágios e gasolina para realizar o trajeto de carro, muitas pessoas optam por utilizar os ônibus intermunicipais.

Em média, os trajetos Santos–Peruíbe e Peruíbe–Cajati duram cerca de 3 horas, sendo extremamente cansativos em dias longos de trabalho.

Perspectivas futuras

Com anteprojeto iniciado no final de 2025, a CPTM desenvolve um projeto funcional de uma nova linha ferroviária, que ligaria a cidade de Santos até Cajati, mas ainda não existe nenhuma previsão para o início das obras.

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Ônibus da frota de intermunicipais que transportam milhares de pessoas pela Baixada Santista / Reprodução / GOV SP
Ônibus da frota de intermunicipais que transportam milhares de pessoas pela Baixada Santista / Reprodução / GOV SP
Percurso entre as cidades de Cajati e Peruíbe / Reprodução / Sem Parar
Percurso entre as cidades de Cajati e Peruíbe / Reprodução / Sem Parar
Percurso entre as cidades Peruíbe e Santos / Reprodução / Sem Parar
Percurso entre as cidades Peruíbe e Santos / Reprodução / Sem Parar
Trajeto da nova linha férrea, ligando diretamente a cidade de Santos até Cajati, abraangendo a Baixada Santista e o Vale do Ribeira completo / Reprodução / CPTM
Trajeto da nova linha férrea, ligando diretamente a cidade de Santos até Cajati, abraangendo a Baixada Santista e o Vale do Ribeira completo / Reprodução / CPTM

O projeto conta com 13 estações ao longo de seu percurso, sendo elas nas cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati.

O tempo de percurso estimado no serviço expresso será de aproximadamente 2 horas e 20 minutos (136 minutos). A linha contemplará também os trajetos Santos–Peruíbe e Peruíbe–Cajati, com tempo médio de 48 e 114 minutos, respectivamente.

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