Seu nome, originário do tupi-guarani, significa "Pedra que Canta" e "Pedra que Chora", fazendo referência ao som produzido pelas ondas do mar ao baterem nas rochas da costa local / Isabella Fernandes / DL
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Completando 494 anos na semana que vem, a cidade de Itanhaém é a segunda mais antiga do Brasil, ficando atrás apenas de São Vicente.
Fundada por Martim Afonso de Souza, a cidade fez parte do processo inicial de colonização do litoral paulista, com a catequização dos nativos por missionários jesuítas em meados do século XVI.
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Seu nome, originário do tupi-guarani, significa “Pedra que Canta” e “Pedra que Chora”, fazendo referência ao som produzido pelas ondas do mar ao baterem nas rochas da costa local.
Inicialmente, Itanhaém foi fundada para garantir a posse do território no litoral paulista. Além disso, tornou-se um ponto importante de catequização dos indígenas ali presentes.
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Dentro dessa história, um de seus principais catequizadores foi o padre José de Anchieta, que introduziu a devoção a Nossa Senhora da Conceição, com uma imagem que ainda hoje é guardada na Igreja Matriz de Sant'Anna.
Pintura de Benedito Calixto representando a Igreja Matriz de Sant'Anna em 1917, onde atualmente é o centro histórico da cidade / Novo Milênio / Wikimedia CommonsItanhaém foi elevada à categoria de vila em abril de 1561, sob o nome de “Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém”. A elevação ocorreu pelo capitão-mor Francisco de Morais, marcando um momento crucial no desenvolvimento da cidade.
Por conta da disputa de terras entre os herdeiros de Martim Afonso de Souza, em 1624, a vila de Conceição de Itanhaém tornou-se cabeça de Capitania, ganhando relevância política no contexto da ocupação territorial colonial.
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Passou a ser considerada município a partir de 1700, por meio de Carta Régia, mas somente em 6 de novembro de 1906 recebeu sua denominação atual, passando de Conceição de Itanhaém para Itanhaém.
A cidade já foi a principal produtora de banana da América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Porém, com a queda das exportações para a Argentina nos anos 1980 e o aumento de atravessadores, as grandes propriedades foram prejudicadas.
Atualmente, a cidade tem no turismo sua principal fonte de economia, além da agricultura familiar, que também se destaca na produção local.
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Itanhaém encontra-se em crescimento, destacando-se na Baixada Santista com alto índice de aumento populacional, atingindo 0,9% em 2025.
Além disso, o projeto de modernização da cidade vem consolidando Itanhaém como um dos principais destinos turísticos da região, sendo considerada também uma das cidades com praias mais seguras do país, com base no ranking do site imobiliário My Side.