Ranking do moletom detalha como os estados do Brasil sentem frio / IA / Reprodução
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Frente fria após frente fria, abril marca o início da virada de chave no clima em boa parte do Brasil. Em algumas cidades, o moletom já começa a aparecer nas ruas.
Em outras, ainda vai demorar um pouco. Essa diferença tem explicação e passa pela forma como cada região do país percebe o frio.
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Um levantamento do projeto Brasil em Mapas organizou o chamado “índice do moletom”, mostrando a temperatura em que cada estado começa a sentir frio. O resultado evidencia um contraste claro entre regiões mais quentes e aquelas mais acostumadas a temperaturas mais baixas.
A classificação vai dos estados que sentem frio com temperaturas mais altas até aqueles que só recorrem ao casaco quando o frio aperta de verdade:
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Bahia (BA) 24°C
Mato Grosso (MT) 24°C
Amazonas (AM) 23°C
Ceará (CE) 23°C
Rio de Janeiro (RJ) 23°C
Amapá (AP) 22°C
Maranhão (MA) 22°C
Pará (PA) 22°C
Paraíba (PB) 22°C
Pernambuco (PE) 22°C
Piauí (PI) 22°C
Rio Grande do Norte (RN) 22°C
Roraima (RR) 22°C
Sergipe (SE) 22°C
Alagoas (AL) 21°C
Rondônia (RO) 21°C
Acre (AC) 20°C
Distrito Federal (DF) 20°C
Espírito Santo (ES) 20°C
Tocantins (TO) 20°C
Goiás (GO) 19°C
Mato Grosso do Sul (MS) 19°C
Minas Gerais (MG) 18°C
Rio Grande do Sul (RS) 16°C
Santa Catarina (SC) 16°C
Paraná (PR) 15°C
São Paulo (SP) 15°C
Os dados ajudam a explicar diferenças claras de comportamento entre as regiões do país. Em uma mesma faixa de temperatura, a reação pode variar bastante de acordo com o local.
Enquanto em estados do Norte e Nordeste a queda já provoca mudança no vestuário, no Sul e em parte do Sudeste a mesma condição ainda é considerada amena.
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Estados do sul do Brasil costumam receber neve durante o inverno / FreepikEssa variação está diretamente ligada à adaptação climática. Regiões que registram temperaturas elevadas durante a maior parte do ano tendem a ter menor tolerância a quedas térmicas.
Já em áreas onde o frio é mais frequente, a população se adapta a índices mais baixos.
O levantamento mostra que a percepção de frio no Brasil não segue um padrão único e está relacionada ao histórico climático de cada estado, mais do que ao número absoluto indicado pelos termômetros.
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