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Entenda como o Vórtice Ciclônico (VCAN) "puxa" o calor e gera tempestades severas de raios na Baixada Santista
Raios e fortes trovões atingem cidade durante instabilidade climática / Renan Almeida/Pexels
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Se você se assustou com a quantidade de raios e o barulho dos trovões no final de tarde e começo de noite desta quinta, dia 2 de abril de 2026, no litoral de SP, a culpa não é de uma frente fria comum. O fenômeno da vez se chama VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis).
Imagine um redemoinho gigante de vento girando a 10 km de altura, bem lá no topo da atmosfera. É exatamente isso que aconteceu sobre o estado de São Paulo e a Baixada Santista.
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Esse "redemoinho" funciona como um aspirador potente: ele puxa todo o calor e a umidade que estavam parados aqui no litoral e os joga para o alto com muita velocidade. Quando esse ar quente sobe rápido demais e encontra o ar gelado lá de cima, o choque é violento.
É esse movimento de "subida e descida" frenético dentro das nuvens que cria o atrito necessário para gerar eletricidade.
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Sistema mostra toda a formação do VCAN e como ele ganha força - Imagem ilustrativa gerada por IAComo o centro desse "redemoinho" é calmo, a chuva pode parar de repente em uma cidade e cair com força total na vizinha. A tendência é que esse sistema se desloque para o mar entre a noite de hoje e a manhã de sexta-feira, mas o alerta de raios continua valendo enquanto o céu estiver escuro e carregado.
O final de semana de Páscoa será de muito calor, mormaço e tempo abafado em todo o litoral paulista, com riscos para chuvas fortes durante a tarde, principalmente no domingo, dia 5.