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Nem KonMari, nem minimalismo: a 'Regra do Cocô' é a nova febre da organização

Esqueça os manuais complexos de organização; esse método viral usa um cenário hipotético (e inusitado) para forçar o desapego imediato e sem culpa

Júlia Morgado

Publicado em 09/01/2026 às 13:12

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Entre o humor e o nojo, a 'Regra do Cocô' propõe um critério simples, e direto, para ajudar no desapego e na organização da casa no início do ano / zinkevych/Freepik

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O início do ano costuma vir acompanhado de uma vontade quase coletiva de colocar a vida em ordem: limpar armários, organizar gavetas e desapegar do supérfluo. No entanto, o que parece simples no papel costuma travar na hora da decisão. 

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Para destravar esse processo, uma técnica inusitada que viralizou nas redes sociais em 2025  e promete ser uma solução definitiva, mas a "Regra do Cocô" não é exatamente o que você está pensando.

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Longe de ser um manual sanitário, o método é um exercício mental de desapego que usa o humor, e uma abordagem pouco convencional, para definir o que realmente merece espaço na sua casa.

Criada por Amanda Johnson, a "Regra do Cocô" (ou The Poop Rule) simplifica a decisão de descartar objetos através de uma única pergunta hipotética: "Se isso estivesse sujo de cocô, eu limparia ou jogaria fora?".

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Decluttering became so much easier when I learned about the poop rule: If something was covered in poop, would you still keep it? Probably not! So if it weighs me down or stinks up my space, it's gotta go. Simple as that! #Minimalism #MinimalistLifestyle #SimpleLiving #LiveSimply #MinimalistHome #Declutter #DeclutterYourHome #LesSIsMore #Simplify #SimplifyYourLife #TinyHome #LifeHacks #CleanHacks #MarieKondo #SimpleHome #PeacefulHome #Decluttering Tips #CleanAndTidy #HomeOrganization #CleanHome #TidySpace #HomeCleaning #HouseholdTips #organizingldeas

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Se a resposta for descartar, o método sugere que o item não merece mais espaço. Caso a reação seja lavar, higienizar e manter, fica claro que se trata de algo importante, seja por valor afetivo, funcional ou financeiro.

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A tendência, apesar de simples, é intensa e levemente nojenta, e justamente por isso chama atenção. Diferente de métodos como o KonMari, que buscam uma conexão emocional com o objeto para saber se ele “traz alegria”, a Regra do Cocô foca na utilidade e no valor real.

A lógica é: se o esforço de limpar algo extremamente sujo não compensa o valor do objeto, ele não deveria estar ocupando espaço na sua casa em primeiro lugar.

Segundo Amanda, a visualização ajuda a cortar o bloqueio mental do "vai que eu precise disso um dia". Se você não limparia o objeto em uma situação extrema, ele já é, tecnicamente, lixo acumulado.

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Mas pessoas com pensamento visual não são as únicas a se beneficiar do método. Relatos mostram que ele é especialmente eficaz para pessoas com TDA (Transtorno do Déficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

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Métodos complexos de organização muitas vezes falham para quem tem dificuldade de foco. Ao reduzir drasticamente as opções de decisão, a Regra do Cocô evita longas reflexões e facilita a conclusão da tarefa.

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Por outro lado, a estratégia não é indicada para todos. Pessoas mais sensíveis a imagens fortes ou com estômago delicado podem se sentir desconfortáveis demais para levar o exercício adiante. Nesses casos, o humor que impulsiona o método pode acabar se tornando um obstáculo.

Ainda assim, o sucesso da Regra do Cocô reforça uma tendência clara: métodos de organização menos idealizados e mais realistas têm ganhado espaço. Entre risadas, nojo e decisões rápidas, a técnica prova que, às vezes, a pergunta certa é tudo o que falta para finalmente deixar ir.

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