Por onde anda o Ki-Suco, o saquinho que fazia um balde de refresco e era presença garantida na mesa dos brasileiros?

Entenda como a famosa marca de refresco em pó renasceu e hoje lidera as vendas de uma grande empresa de alimentos

Descubra como o clássico refresco do jarrão sorridente se adaptou aos novos tempos e reconquistou o consumidor

Descubra como o clássico refresco do jarrão sorridente se adaptou aos novos tempos e reconquistou o consumidor - Imagem gerada por IA / Diário do Litoral

A famosa marca de refresco em pó Ki-Suco continua ativa nos supermercados brasileiros em junho de 2026 sob o comando da fabricante Enova Foods.

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Muitos consumidores pensam que o produto desapareceu do mercado nacional. No entanto, a marca passou por uma grande reestruturação e hoje lidera as vendas da sua atual dona.

Atualmente, o Ki-Suco representa cerca de 50% do faturamento total da Enova Foods. Isso mostra que a nostalgia e o preço baixo continuam sendo uma combinação imbatível para o bolso dos brasileiros.

A empresa foca suas vendas principalmente nos canais de atacarejo e grandes distribuidoras regionais. Essa estratégia garante que o refresco chegue com facilidade às famílias de menor renda.

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Com a inflação e a busca por economia, o consumidor mudou bastante a sua forma de fazer compras. Inclusive, essa mudança reflete como a economia digital avança e transforma hábitos de consumo no Brasil nos últimos anos.

O nascimento de um clássico nacional

Para entender o sucesso atual, precisamos voltar no tempo. A fórmula original do refresco nasceu nos Estados Unidos no ano de 1928 com o nome de Kool-Aid.

O produto chegou ao Brasil apenas em 1961 trazido pela Kibon. Naquela época, a novidade estreou nos mercados com o nome de Q-Suco, escrito com a letra Q.

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Alguns anos depois, a fabricante mudou o nome para Ki-Suco. Essa alteração estratégica serviu para criar uma forte ligação de identidade com a marca de sorvetes Kibon.

Durante os anos 1980, a marca viveu o seu verdadeiro auge comercial. O refresco dominava cerca de 70% do mercado brasileiro de bebidas em pó.

Quem viveu aquela época certamente se lembra do famoso Jarrão, o mascote sorridente que estampava os pacotinhos. A marca distribuiu milhares de jarras plásticas coloridas que viraram febre nas cozinhas do país.

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O grande segredo do sucesso era a economia extrema. O envelope custava apenas alguns centavos e rendia um litro inteiro de suco para toda a família.

A perda do trono e o quase esquecimento

O cenário começou a mudar drasticamente no final dos anos 1980 com a chegada do rival Tang. O concorrente trouxe uma proposta mais moderna e prática para o consumidor.

O Tang já vinha adoçado e contava com uma embalagem metalizada de alta tecnologia. Além disso, a marca se posicionou como um produto aspiracional associado aos astronautas da NASA.

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Rapidamente, o Ki-Suco acabou associado apenas às classes mais populares. Essa divisão de mercado fez a marca perder espaço nas grandes redes de supermercados tradicionais.

Nos anos 1990, a chegada dos sucos prontos em caixinha e dos refrigerantes baratos piorou a situação. O clássico refresco do jarrão quase sumiu de circulação por vários anos.

Hoje em dia, a facilidade de comprar alimentos mudou com a internet. O consumidor consegue abastecer a despensa sem sair de casa, principalmente depois que o maior supermercado 100% online do Brasil chega em Santos e expande seus serviços.

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O retorno silencioso ao topo das vendas

A virada de chave do Ki-Suco começou em 2017 sob a gestão da Kraft Heinz. A gigante de alimentos decidiu resgatar a marca apostando alto na memória afetiva dos adultos.

A empresa reformulou a receita original adicionando polpa de fruta real. Para a divulgação, eles contrataram o grupo de pagode Molejo e o influenciador Whindersson Nunes.

Posteriormente, a marca passou para as mãos da Enova Foods. A nova dona consolidou a produção e focou a distribuição nos atacados de rápido giro.

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Atualmente, o Ki-Suco é o motor financeiro da Enova Foods. O sucesso é tão grande que a fabricante está expandindo seus negócios para outras marcas tradicionais do mercado.

Em maio de 2026, a Enova Foods fez uma proposta para arrendar a marca de conservas Irmãos Raiola. Essa movimentação mostra a força financeira que o refresco em pó trouxe para a companhia.

O Ki-Suco prova que marcas clássicas conseguem sobreviver ao tempo. Basta entender as necessidades do consumidor e focar no canal de vendas correto para garantir o sucesso.

Fontes da Pesquisa:

  • Dados de faturamento e portfólio de marcas da Enova Foods (2026)
  • Histórico de marcas da Kibon e General Foods no Brasil
  • Reportagens de economia dos portais Exame e UOL publicadas em maio de 2026