Veja o que acontece com o corpo humano durante o período de restrição severa de calorias / Freepik
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Viver em uma sociedade cercada por comida torna o hábito de Rishi Sunak ainda mais curioso.
Enquanto a maioria das pessoas não abre mão das três refeições diárias, o político faz o oposto. Toda semana, ele encara um desafio de 36 horas sem ingerir qualquer caloria. Aproveite e veja também: O alimento de 1 real que é a melhor proteção para o cérebro e a visão após os 50 anos
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Segundo informações do Sunday Times, o consultor interrompe a alimentação na tarde de domingo.
Ele permanece em jejum absoluto até o amanhecer de terça-feira, totalizando um dia e meio. Para suportar o período, ele ingere apenas água, chá e café sem açúcar.
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Essa disciplina rígida gera debate entre quem acompanha sua atuação no Parlamento britânico.
Especialistas em nutrição, porém, afirmam que o hábito não é um fenômeno totalmente isolado. Afinal, a prática baseia-se em conceitos já estabelecidos de alimentação intermitente.
Adam Collins, da Universidade de Surrey, descreve essa prática como uma versão intensificada da dieta 5:2.
Em declaração ao The Guardian, ele comparou o tempo de restrição de Sunak com o modelo popular.
A diferença principal é que Sunak elimina totalmente as calorias em vez de apenas reduzi-las. Essa escolha torna o processo mais desafiador para o organismo e para a mente.
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No entanto, ao somar as horas, o impacto acumulado é bastante significativo para o metabolismo. Assim, o ex-primeiro-ministro atinge um estado de jejum pleno e duradouro.
A abstinência total obriga o corpo a recorrer às suas próprias reservas energéticas guardadas.
James Betts, especialista em fisiologia metabólica, explica que ocorre uma troca de combustível no sistema.
O organismo deixa de queimar carboidratos e passa a priorizar a gordura corporal.
Collins destacou ao The Guardian que "quanto mais rigoroso o jejum, maior essa mudança, embora haja também redução momentânea da tolerância à glicose".
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Portanto, o corpo entra em um modo de sobrevivência que altera as reações químicas. Essas mudanças são temporárias, mas bastante impactantes.
A prática pode favorecer a flexibilidade metabólica, ajudando o corpo a alternar fontes de energia.
Segundo os especialistas, isso melhora a resposta do organismo ao estresse e aos excessos. Além disso, o jejum prolongado pode disparar a autofagia em diversas células.
Esse mecanismo permite que as células identifiquem e reciclem partes internas que estão desgastadas.
De acordo com as pesquisas, esse reparo celular é fundamental para a saúde a longo prazo. Assim, o jejum de Sunak teria um propósito que vai além do peso.
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Apesar dos possíveis ganhos, os pesquisadores fazem alertas importantes sobre a prática extrema.
Collins lembra que grande parte das evidências científicas atuais ainda é baseada em estudos animais.
Além disso, o jejum prolongado pode trazer consequências indesejadas para a estrutura do corpo.
Betts ressalta que a perda de massa muscular é um risco real para quem não se alimenta.
A fadiga acumulada também pode reduzir a vontade de praticar exercícios físicos regulares. Por isso, especialistas recomendam que ninguém inicie protocolos assim sem acompanhamento profissional qualificado.
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