Diário Mais

Polishop marcou geração e hipnotizava crianças que passavam horas desejando itens da TV

O formato repetitivo, demonstrações simples e a narrativa direta ajudaram anúncios a conquistar crianças nos anos 1990 e 2000

Giovanna Camiotto

Publicado em 29/03/2026 às 17:13

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Os comerciais das Lojas Polishop atraiam milhares de crianças nos anos 1990 e 2000 / Reprodução

Continua depois da publicidade

Muito antes dos vídeos curtos dominarem a internet, havia uma geração que passava horas diante da televisão assistindo, e se encantando, com comerciais de produtos. No Brasil, poucos casos são tão emblemáticos quanto o da Polishop, cujos anúncios viraram fenômeno especialmente entre crianças nas décadas de 1990 e 2000.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Os infomerciais da marca, longos e detalhados, apostavam em demonstrações práticas e linguagem simples. Eram vídeos que mostravam produtos em funcionamento, repetiam benefícios e prometiam soluções rápidas para problemas do dia-a-dia, uma combinação que prendia a atenção de quem assistia, inclusive do público infantil.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Beto Carrero World teve transformação marcante ao longo de mais de 30 anos

• O retorno do culto à magreza: Como as 'canetas emagrecedoras' ressuscitaram o padrão dos anos 90

• Morre James Tolkan, ator do 'De Volta Para o Futuro', aos 94 anos

Relatos comuns nas redes sociais ajudam a explicar o impacto. Muitos adultos lembram que, quando eram crianças, ficavam assistindo aos comerciais por longos períodos e desejavam os produtos exibidos, mesmo sem necessariamente entender sua utilidade.

George Foreman Grill/Reprodução
George Foreman Grill/Reprodução
Juicer Walita/Reprodução
Juicer Walita/Reprodução
Facas Ginsu/Reprodução
Facas Ginsu/Reprodução
Meia Vivarina/Reprodução
Meia Vivarina/Reprodução
Óculos Ambervision/Reprodução
Óculos Ambervision/Reprodução

Especialistas apontam que o apelo estava na estrutura dos vídeos. A repetição constante, a previsibilidade e a narrativa quase “hipnótica” criavam familiaridade. Além disso, os anúncios funcionavam como pequenas histórias, com começo, meio e fim, o que facilitava o engajamento.

Continua depois da publicidade

Outro fator decisivo foi a estratégia de mídia. No início, a empresa ocupava horários menos concorridos da TV com longos blocos de propaganda, aumentando a exposição. Com isso, os comerciais se tornaram parte da rotina de quem passava mais tempo diante da televisão.

Produtos icônicos, como o Juicer Walitta e as facas Ginsu que prometiam cortar qualquer material, reforçaram essa memória coletiva. Mais do que vender, os anúncios acabaram se transformando em entretenimento para uma geração que cresceu associando propaganda a curiosidade e desejo.

Hoje, mesmo com a mudança no consumo de mídia, os comerciais da Polishop seguem vivos no imaginário popular, prova de como uma estratégia simples, mas insistente, conseguiu atravessar o tempo.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software