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Cientistas tentam compreender o que está acontecendo no fundo do PacÃfico, mas as primeiras impressões revelam que o interior da Terra é mais frágil do que se pensava
Muita coisa está acontecendo (e preocupando cientistas) no fundo do oceano / Foto de Pixabay
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Imagine o chão do oceano rasgando como se fosse uma folha de papel velha. É exatamente isso que cientistas acabaram de descobrir no fundo do Oceano PacÃfico. Uma falha gigante está "abrindo" a crosta terrestre de um jeito que ninguém esperava, e o impacto disso pode mudar o que sabemos sobre como o nosso planeta funciona.
O alvo da descoberta é a Placa de Gorda, localizada na costa norte da Califórnia. Ela não está apenas se movendo; ela está se partindo ao meio.
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Diferente do que aprendemos na escola, onde as placas tectônicas parecem peças rÃgidas de um quebra-cabeça, a Placa de Gorda está demonstrando uma fragilidade assustadora.
Os pesquisadores identificaram que a pressão entre as placas vizinhas é tão intensa que a crosta começou a ceder e a se "desfazer". Esse processo é chamado de deformação interna e é muito mais complexo do que um simples terremoto.
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Fenômeno no fundo do PacÃfico preocupa (e muito) a comunidade cientÃfica mundial / Crédito ScienceAO problema é que, se uma placa pode simplesmente "parar de funcionar" ou se rasgar no meio, todos os nossos sistemas de previsão e estudo da geologia precisam ser revistos.
Normalmente, as placas deveriam mergulhar uma sob a outra (subducção) ou deslizar lateralmente. O fato de ela estar se fragmentando sugere que a crosta terrestre é muito mais "maleável" e instável do que imaginávamos.
Embora o estudo foque na parte geológica profunda, essa instabilidade tem reflexos diretos na superfÃcie. O rasgo na Placa de Gorda está ligado a uma das zonas mais perigosas do mundo: a Zona de Subducção de Cascadia.
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Os cientistas agora correm contra o tempo para mapear a extensão total desse rasgo usando sensores submarinos de última geração. A ideia é entender se outras placas pelo mundo também podem estar passando por esse processo de "autodestruição" sem que a gente saiba.
*Com informações da revista Science Advances.