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Pirata, Juá e Whiskadão: As baladas da Ilha Porchat, no litoral de SP, que viraram memória

Hoje restam apenas as lembranças no coração daqueles que curtiram e paqueraram nas casas noturnas no alto do morro em São Vicente, na divisa com Santos

Jeferson Marques

Publicado em 22/03/2026 às 13:15

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As baladas na Ilha Porchat fizeram a alegria de diversas gerações e deixaram muita saudade / Imagem ilustrativa gerada por IA/Gemini

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Se você fechar os olhos por um instante, talvez ainda consiga ouvir o som das ondas de São Vicente se misturando às batidas que vinham do topo da Ilha Porchat. Houve um tempo em que aquele pedaço de rocha era o coração do Brasil para quem buscava diversão, brilho e as melhores histórias do litoral paulista.

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Hoje, o cenário mudou. Onde antes havia filas intermináveis sob o luar, agora impera o silêncio de prédios abandonados e a maresia que insiste em contar o que restou. Mas a memória de quem viveu as décadas de 70, 80 e 90 na Ilha continua mais viva do que nunca.

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Pinkel: Onde a festa encontrou o seu fim

Uma das últimas a se despedir foi a Pinkel. Localizada em uma rua sem saída, de frente para o mar, ela foi o palco de encontros que atravessaram gerações até meados dos anos 2000. Hoje, o que sobra é uma estrutura que respira saudade, servindo de lembrança para quem passava por ali com o coração acelerado antes de entrar na pista.

O Pirata e a vista que ninguém esquece

Diferente de outras que se tornaram ruínas, o antigo Pirata resistiu, ainda que sob outros nomes e conceitos, como a The Club e a Muse.

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  • A herança: A casa atravessou os anos 70 e 80 com uma força impressionante.
  • O diferencial: Quem frequentava sabe que o verdadeiro show não estava apenas no DJ, mas na vista panorâmica da baía que se descortinava lá de dentro.
  • A sensação: Dançar olhando as luzes da cidade refletidas no mar era um privilégio que só a Ilha Porchat oferecia.

Juá e Whiskadão: Gigantes que o tempo silenciou

Quem não se lembra do Juá? Outro gigante do entretenimento que infelizmente encerrou suas atividades, deixando um vazio na orla do Itararé, principalmente para quem buscava uma balada romântica, mais leve e no ritmo dos corações apaixonados da época, para dançar coladinho e terminar a noite com muitos beijos.

E para os mais curiosos (ou nostálgicos da "velha guarda"), ainda existe o mistério do Whiskadão. Um prédio que hoje parece apenas uma estrutura abandonada à venda, mas que nas décadas de 60 e 70 exigia fôlego dos frequentadores para subir os degraus que levavam a uma das vistas mais privilegiadas do litoral, de frente para a reserva do Xixová.

Ilha Porchat Club: O coração que ainda bate

Não dá para falar de nostalgia sem citar o Ilha Porchat Club. Ele não foi apenas uma casa noturna; foi o motor que sustentou o glamour da ilha por décadas após a era dos cassinos.

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O clube recebeu artistas nacionais, festas de gala e bailes que paravam a cidade, como o lendário "Mares do Sul". Embora tenha passado por períodos de portas fechadas, ele renasceu e continua ativo, agora com novos espaços como o Mangute, provando que a alma festiva da ilha se recusa a desaparecer por completo.

Aliás, você sabia que o tataravô do humorista Fábio Porchat é quem dá o nome a famosa ilha? Conheça mais sobre essa fantástica e curiosa história.

O canal no Youtube "São Vicente 40 graus" fez um vídeo recente relembrando essas icônicas baladas que sacudiram gerações na nossa região.

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Por que sentimos tanta falta?

O declínio dessas casas não foi apenas uma questão econômica. Foi uma mudança de comportamento, de época. O mundo ficou mais rápido, as conexões mais digitais, e aquele ritual de "subir a Ilha" para encontrar os amigos se tornou uma relíquia fotográfica.

Mas, para quem deixou um pedaço da juventude naquelas pistas, a Ilha Porchat nunca será apenas um bairro residencial ou um mirante. Será sempre o lugar onde a música nunca parava e onde, por algumas horas, o mundo parecia perfeito entre o mar e as estrelas.

E você, qual dessas pistas era o seu refúgio preferido?

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