O consumo de água é um hábito fundamental à saúde e apresenta diversas funções no corpo humano: regular a temperatura corporal, transportar nutrientes, auxiliar a digestão, entre outras. Contudo, algo que muitos não sabem é que o consumo de água engarrafada pode se tornar uma ameaça ao bem-estar.
Segundo uma pesquisa da Unversidade Concordia, localizada no Canadá, quando se realiza o consumo gradual desse tipo de recurso, mais de 9 mil microplásticos são ingeridos simultaneamente.
Do mesmo modo, essa prática não apenas é prejudicial aos seres humanos, os animais e o meio-ambiente também são continuamente afetados.
O que são os microplásticos?
Microplásticos são fragmentos do plástico, com seu diâmetro entre um milésimo de milímetro e cinco milímetros. Eles podem ser pequenos, mas não se engane: são mais perigosos do que parecem.
Um levantamento da instituição canadense mostra que as pessoas ingerem o material todos os dias, de forma inconsciente, totalizando em uma quantidade anual entre 32.000 a 50.000 microplásticos. Inclusive, assim como o Diário noticiou em janeiro do ano passado, os microplásticos se encontram até mesmo nas praias brasileiras.
Os potenciais danos que o elemento pode causar incluem problemas respiratórios, hormonais e reprodutivos, impactos no sistema nervoso e até mesmo pode contribuir ao desenvolvimento do câncer.
Conforme a pesquisadora Sara Sajeedi, o consumo de água em garrafas pode ser realizado em situações de necessidade, porém deve ser evitado ao máximo possível no cotidiano: “Beber água em garrafas de plástico é aceitável em circunstâncias de emergência, mas não é algo que deveria ser consumido diariamente”.
Apesar de estudos ainda estarem em andamento, ou seja, não serem conclusivos, a cautela é considerada fundamental devido a sinais de alerta numerosos.
Redução do consumo
A redução do consumo desse tipo de material ainda é um desafio, considerando as milhares de pessoas ao redor do mundo que ingerem o recurso de forma inconsciente e diária: “Ao contrário de outras partículas plásticas, que entram no corpo humano por meio da cadeia alimentar, estas são ingeridas diretamente da fonte”, explica a pesquisa.
Entretanto, precauções para limitar os danos podem ser adotadas. O estudo aconselha evitar a exposição do plástico à luz solar direta, mudanças bruscas de temperatura, não reutilizar garrafas plásticas descartáveis, entre outras.
