Pesquisadora comemora ter encontrado o ‘celular de Deus’, mas o que isso significa?

O objeto foi encontrado na Foundation Museum Miniscalchi Erizzo, em Verona, na Itália

*Imagem meramente ilustrativa

*Imagem meramente ilustrativa | Foto de Italo Melo/Pexels

Desde a antiguidade pesquisadores, estudiosos, curiosos e intelectuais criavam objetos que os ajudavam a compreender melhor o ambiente em que viviam e até mesmo aquilo que não podiam ver, mas que perpetuaram a atual ciência moderna. E seguindo esses mesmos moldes, uma historiadora e pesquisadora britânica teria encontrado o que ela chama de “o celular de Deus”.

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O objeto foi encontrado na Foundation Museum Miniscalchi Erizzo, em Verona, na Itália, pela pesquisadora Federica Gigante. Ela observou que o aparelho, de mais de mil anos atrás, continha inscrições em hebraico e árabe, o que representa um registro valioso de trocas científicas entre árabes e judeus, que naquela época estudavam a distância entre o sol e a Terra.

Astrolábio/smartphone

O aparelho em questão é um raríssimo astrolábio, que era usado pela astronomia para identificar a posição e a altura das estrelas no céu. Acredita-se que ele seja do século III a.C.

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Primeiro ele era usado para medir as distâncias do Sol e da Lua até a Terra. Depois, foi capaz de catalogar  cerca de 850 estrelas. Estudiosos muçulmanos também o utilizavam para localizar Meca e determinar seus períodos de oração, conforme indicado no livro de Alcorão.

Crédito/Reprodução/FMME

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Ao longo dos anos ele passou por modificações, corrigindo valores de latitude de dezenas de cidades, e para isso a historiada explica que era necessários “instalar” mais mecanismos, o que fazemos atualmente nos smartphones quando baixamos aplicativos para isso, aplicativos para aquilo e assim por diante.

A referência da pesquisadora em chamar o astrolábio de smartphone é justamente pela interação entre diferentes épocas e culturas que ele proporcionou.

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Foram muitos anos de informações compartilhadas e de tecnologia conjunta e aprimorada que conectaram comunidades e culturas antigas. Por isso ela chamou a sua descoberta de “o celular de Deus”.