Pesquisa com peixes africanos mostra que medicamentos para diabetes ajudam a evitar o desgaste dos rins / Freepik
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Cientistas descobriram que medicamentos usados para o diabetes podem ser a solução para manter os rins jovens por mais tempo. O estudo foi publicado na revista Kidney International e traz esperança para milhões de pessoas.
A pesquisa focou nos chamados inibidores de SGLT2, que já são receitados para controlar o açúcar no sangue. Agora, os dados indicam que esses remédios também atuam como potentes protetores contra o desgaste natural do tempo.
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De acordo com os especialistas, os benefícios dessa descoberta vão muito além do tratamento convencional. Eles observaram que as células renais permanecem estáveis e funcionais, retardando sinais comuns da velhice.
Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram o Killifish Turquesa Africano. Esse peixe vive poucos meses, permitindo observar o envelhecimento em tempo recorde, algo que levaria décadas para ocorrer em seres humanos.
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Durante a análise, os rins do animal apresentaram falhas de filtragem e inflamação. Além disso, houve perda de pequenos vasos sanguíneos, sinais muito parecidos com os problemas renais vistos em pacientes idosos atualmente.
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Quando os peixes receberam os inibidores de SGLT2, os resultados foram surpreendentes. Os órgãos ficaram em melhores condições por mais tempo e apresentaram menos desgaste nas estruturas que são responsáveis pela filtragem.
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Além disso, o tratamento ajudou a manter a produção de energia das células e reduziu a inflamação. Consequentemente, o órgão continuou funcionando de forma eficiente, mesmo com o avanço rápido da idade cronológica dos peixes.
Os cientistas acreditam que essas observações explicam os bons resultados já vistos em humanos. Portanto, o uso desses medicamentos pode se tornar uma estratégia vital para proteger o coração e os rins em diversos pacientes.
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A descoberta abre portas para novos tratamentos preventivos na medicina moderna. Agora, os médicos entendem melhor como retardar o relógio biológico de órgãos vitais usando substâncias que já estão disponíveis no mercado.