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Acidentes podem ocorrer quando há falhas em instalações elétricas relacionados ao funcionamento da instalação
Com a chegada do verão, o uso de piscinas aumenta, mas a falta de cuidados com instalações elétricas pode transformar momentos de lazer em situações de alto risco / Unsplash/Toni Cuenca
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Principalmente com o calor intenso do verão, as piscinas se tornam muito populares como uma forma de se refrescar. No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que, quando os equipamentos utilizados são inadequados, um momento de diversão pode se tornar extremamente perigoso devido a riscos de choques elétricos.
Segundo o engenheiro Ricardo Carvalhal, devido a características próprias e compostos presentes na piscina, a água da piscina é caracterizada como altamente condutiva, facilitando a ocorrência de acidentes.
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"A água pura é um isolante elétrico ruim. No entanto, a água de piscina é altamente condutiva. Isso ocorre porque ela não é pura; ela contém grande quantidade de íons dissolvidos, provenientes de produtos como cloro, sais, entre outros. Quando uma pessoa entra em contato com essa água, seu corpo torna-se parte do circuito elétrico. A corrente flui através de órgãos vitais, tornando um choque de baixa tensão potencialmente fatal".
Do mesmo modo, Carvalhal explica que as principais causas de acidentes incluem fatores como falhas nas instalações e manutenção inadequada que, quando em contato com a água, podem apresentar riscos de choques elétricos.
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"As causas, invariavelmente, derivam de falhas de instalação, manutenção inadequada ou o uso incorreto de equipamentos. Um dos erros mais graves e mais comuns é a ausência de dispositivo DR (Diferencial Residual), um equipamento de segurança obrigatório que detecta pequenas fugas de corrente elétrica e desliga o circuito em milissegundos, antes que possa causar uma fibrilação cardíaca. A sua ausência ou falha é uma sentença de risco elevado".
Ainda segundo o profissional, outros potenciais riscos incluem:
A segurança e proteção adequada em piscinas se torna tão essencial que, em muitos casos, os acidentes elétricos podem se tornar até mesmo fatais, destaca Carvalhal. Além do mau funcionamento de dispositivos e alta condutividade da água de piscina, o profissional explica que o corpo humano serve como um excelente condutor de energia, fator esse que pode influenciar em choques elétricos.
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"Essa alta condutividade é o que torna o choque elétrico na piscina tão perigoso. A corrente elétrica, ao encontrar um caminho de baixa resistência (a água condutiva), espalha-se por todo o volume. Quando uma pessoa entra em contato com essa água energizada, seu corpo — que também é um bom condutor — torna-se parte do circuito elétrico. A corrente flui através de órgãos vitais, como o coração, tornando um choque de baixa tensão potencialmente fatal".
Quando começa a trovejar, o engenheiro cita que risco pode se tornar ainda mais ameaçador. Mesmo que o raio não atinja diretamente a piscina, ainda é um sinal de alerta que deve ser considerado em prol à segurança e proteção de pessoas.
"O risco é imenso e real, mesmo sem o raio atingir diretamente a piscina. Um raio que cai a centenas de metros de distância pode induzir correntes elétricas perigosíssimas no solo. Essas correntes podem ser transferidas para a piscina através de tubulações metálicas de água e esgoto. A recomendação deve ser tratada com máxima seriedade: ao primeiro sinal de raios ou trovões, saia imediatamente da piscina e procure abrigo seguro".
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Considerando o perigo que uma atividade simples e aparentemente "inofensiva" pode ocasionar, o especialista alerta o que não se deve fazer em piscinas para evitar possíveis riscos. Algumas precauções mencionadas são:
ATENÇÃO: Os sinais abaixo indicam potenciais riscos de choques elétricos. Caso forem notados, saia imediatamente da piscina e entre em contato com um engenheiro eletricista ou outro profissional qualificado.
• Sensação de "formigamento" ou leve choque ao tocar na água ou em partes metálicas.
• Luzes da piscina piscando ou com funcionamento intermitente.
• Disjuntores ou o Dispositivo DR desarmando com frequência.
• Corrosão acelerada em componentes metálicos (escadas, parafusos, etc.).
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O engenheiro de segurança do trabalho, Paulo Rogério Gonçalves, complementa as recomendações dadas por Carvalhal, explicando que alguns procedimentos são fundamentais à prevenção de acidentes. Entre eles, estão:
ALERTA: O uso de aparelhos eletrônicos (celulares carregando, rádios, caixa de som) é extremamente perigoso e proibido pelas normas técnicas. A NBR 5410 estabelece distâncias mínimas de segurança para a instalação de tomadas em relação à borda da piscina, justamente para evitar que um aparelho caia na água e energize-a instantaneamente, criando um cenário de eletrocussão certa.