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Peixes em 'miniatura': Como o aquecimento global está reduzindo o tamanho da fauna marinha

O aumento das temperaturas nos oceanos reduz os níveis de oxigênio, dificultando o crescimento dos peixes

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 25/02/2026 às 18:39

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A redução do tamanho corporal significa menos carne disponível para consumo humano e possíveis prejuízos à cadeia produtiva da pesca / Unsplash/Karl Callwood

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Aos poucos, os peixes estão, literalmente, 'encolhendo' e você provavelmente não sabia disso. Isso, no entanto, não é uma coincidência, mas resultado de mudanças climáticas intensas em nosso Planeta.

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Segundo artigos dos portais AIP (American Institute of Physics, Instituto Americano de Física) e National Geographic, as características de aproximadamente 74 espécies de peixes foram analisadas, no Mar Mediterrâneo. Com isso, foi possível entender mais desse encolhimento. 

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A água quente, na realidade, limita o crescimento dos peixes devido à escassez de oxigênio. Embora alguns levantamentos relacionados às populações das espécies sejam limitados, estudos também relatam a redução do tamanho corporal em peixes amplamente consumidas no mercado.

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Estudos divulgados pelo AIP apontam que o aquecimento das águas está relacionado à redução do tamanho corporal de cerca de 74 espécies analisadas. Unsplash/Rachel Hisko
Estudos divulgados pelo AIP apontam que o aquecimento das águas está relacionado à redução do tamanho corporal de cerca de 74 espécies analisadas. Unsplash/Rachel Hisko
Diante das águas mais quentes e pobres em oxigênio, espécies podem migrar para regiões mais frias, alterando ecossistemas e rotas tradicionais de pesca. Unsplash/Frederica Diamanta
Diante das águas mais quentes e pobres em oxigênio, espécies podem migrar para regiões mais frias, alterando ecossistemas e rotas tradicionais de pesca. Unsplash/Frederica Diamanta
Cerca de 90% das espécies marinhas são ovíparas: Peixes menores produzem menos ovos, o que pode afetar a reposição natural dos estoques pesqueiros. Unsplash/zhengtao tang
Cerca de 90% das espécies marinhas são ovíparas: Peixes menores produzem menos ovos, o que pode afetar a reposição natural dos estoques pesqueiros. Unsplash/zhengtao tang
A redução do tamanho corporal significa menos carne disponível para consumo humano e possíveis prejuízos à cadeia produtiva da pesca. Unsplash/Karl Callwood
A redução do tamanho corporal significa menos carne disponível para consumo humano e possíveis prejuízos à cadeia produtiva da pesca. Unsplash/Karl Callwood
Com o aquecimento global, os oceanos perdem oxigênio  fator essencial para o desenvolvimento dos peixes, especialmente os de maior porte. Unsplash/Léa Deleligne
Com o aquecimento global, os oceanos perdem oxigênio fator essencial para o desenvolvimento dos peixes, especialmente os de maior porte. Unsplash/Léa Deleligne
 
Em consequência à retração mencionada, quando o tamanho é menor, menos carne ao consumo humano é oferecida. Além disso, a produção de ovos também é prejudicada, apresentando potencial à redução do número das espécies disponível à captura, visto que cerca de 90% dos peixes nasce por meio da reprodução ovípara.

Os peixes grandes precisam de mais oxigênio em comparação às espécies pequenas. Logo, eles necessitam de oxigênio em águas mais quentes porque o calor aumenta sua atividade metabólica.

Todavia, considerando a falta do elemento nas águas, o resultado envolve não apenas o encolhimento mas, simultaneamente, a possível migração das espécies para águas mais frias.

*O texto contém informações dos portais National Geographic e AIP

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