Saiba por que o Cabo Norte e Ushuaia são os ícones das fronteiras finais. / Wikimedia Commons
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Olhar para o horizonte e sentir que não há mais nada depois é uma experiência poderosa que atrai milhares de turistas anualmente.
Esse imaginário de fim do mundo ganha vida em pontos geográficos isolados que parecem desafiar a continuidade do nosso planeta esférico.
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Na Noruega e na Argentina, rotas famosas levam o viajante ao encontro de cenários onde a civilização parece dar lugar ao vazio.
A ilha de Magerøya abriga o Cabo Norte, um ponto turístico que surge sempre que alguém pesquisa pela última estrada europeia. O local marca o término da rodovia E69, que se estende até as margens geladas do Oceano Ártico.
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Para alcançar esse destino, motoristas atravessam um túnel submarino impressionante que mergulha profundamente sob as águas do mar. Por outro lado, o vento e a neve podem dificultar o acesso durante os meses de inverno ártico.
Ushuaia é a cidade argentina que ostenta com orgulho o título de ponto mais austral da América do Sul. Localizada na mística Terra do Fogo, a região atrai quem deseja ver de perto o Canal de Beagle.
Embora existam vilas menores localizadas mais ao sul, Ushuaia consolidou sua imagem como o principal polo turístico regional. Nesse contexto, a cidade funciona como o último refúgio urbano antes das vastas extensões de gelo antártico.
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O apelido desses locais existe porque combina a geografia física com a sensação subjetiva de isolamento extremo. Quando uma estrada chega ao mirante final, o cérebro humano interpreta que o mundo acabou naquele instante.
A sensação de que não há mais nada depois é apenas uma construção mental baseada no limite da infraestrutura. Na prática, a natureza continua através de ilhas, correntes marítimas e outros continentes distantes.
É importante notar que o conceito de último pode envolver também a cronologia das nações modernas. O Sudão do Sul, por exemplo, é o país mais jovem do globo em termos de reconhecimento internacional.
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Ele conquistou sua soberania em 2011, tornando-se membro da ONU poucos dias após sua fundação oficial. Entretanto, essa definição trata de fronteiras políticas e não da geografia física das bordas terrestres.
Embora as pessoas busquem o local onde a terra termina, a ciência garante que o planeta não possui bordas. A pergunta permanece relevante apenas porque expressa o desejo de tocar o limite do conhecido.
Em suma, a Noruega e a Argentina preservam os marcos que melhor simbolizam essa fronteira imaginária. O fim do mundo é, portanto, apenas o lugar onde a nossa rotina perde sua continuidade.
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