Óculos de realidade aumentada transformam ponte famosa em caverna virtual; veja fotos

A nova tecnologia sobrepõe objetos digitais tridimensionais ao mundo físico e dispensa totalmente o uso de telas tradicionais na rotina

O evento oficial ocorreu na última terça-feira, na cidade de Long Beach, na Califórnia / Eléa Jeanne Schmitter / ©Atelier JR

A histórica ponte de Paris ganhou uma nova interpretação artística por meio da tecnologia de imersão digital. O artista francês JR idealizou um universo virtual complexo que transporta os visitantes para uma caverna interativa, alterando as formas clássicas do cartão-postal europeu sem a necessidade de visores convencionais de tela.

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Essa experiência inovadora roubou a cena durante a apresentação dos novos óculos da empresa Snap. O evento oficial ocorreu na última terça-feira (16), na cidade de Long Beach, na Califórnia. 

Durante a exibição, o aparelho tecnológico provou a sua capacidade de mesclar o ambiente físico com elementos tridimensionais avançados perante o público.

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A interação digital no monumento histórico

O projeto planejado para a antiga ponte francesa utiliza a geração mais recente do aparelho destinada aos desenvolvedores. 

Consequentemente, os usuários conseguem explorar livremente uma recriação digital povoada por diversas animações artísticas em tempo real no local físico.

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Em um primeiro momento, um voo de morcegos surge rapidamente diante dos olhos das pessoas. Essa cena faz uma referência direta às pioneiras experiências de cronofotografia de Étienne-Jules Marey. 

Logo depois, o cenário virtual exibe uma dançarina baseada na protagonista do filme do diretor Cédric Klapisch.

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Diante desse resultado envolvente, o criador da obra avaliou que a grande genialidade do sistema consiste em levar a visão humana muito além das barreiras físicas. A proposta central do equipamento é exatamente essa. 

O dispositivo autônomo analisa o espaço ao redor do usuário e insere objetos em três dimensões que interagem de forma ativa com o mundo real.

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O concorrido mercado dos óculos autônomos

A companhia criadora do produto atua no setor há doze anos. Os novos óculos chegam ao grande público no outono dos Estados Unidos e da França, além de outros mercados selecionados. O equipamento custará cerca de onze mil reais na conversão monetária direta. 

Estrategicamente, a marca tenta oferecer uma alternativa intermediária entre os modelos básicos oferecidos por empresas como a Meta e o Google e os caros visores de realidade mista extremamente volumosos.

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O diretor-executivo do grupo justificou que a computação precisa integrar o cotidiano das pessoas para se tornar mais humana. 

Além disso, a escolha do território francês como mercado de lançamento prioritário envolve uma antiga relação corporativa. 

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O país abriga um estúdio da marca focado inteiramente nessa área tecnológica desde o ano de dois mil e vinte e um.

A pressão financeira e o foco na criação

Apesar da alta inovação tecnológica, a companhia norte-americana enfrenta um período corporativo muito delicado. 

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No mês de abril, a administração precisou demitir mil funcionários, número que representa quase dezesseis por cento de toda a sua força de trabalho ativa.

Por outro lado, o grupo alcançou a expressiva marca de novecentos e cinquenta e seis milhões de usuários ativos mensais apenas no primeiro trimestre deste ano. 

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Ainda assim, diversos investidores cobram respostas sobre os gastos excessivos de desenvolvimento do departamento. 

O fundo acionista Irenic Capital Management chegou a pedir a venda ou o encerramento do projeto no mês de março. 

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A organização financeira argumentou que a iniciativa já consumiu mais de dezessete bilhões de reais e não trouxe o retorno comercial esperado.

Entretanto, o líder da empresa rejeitou categoricamente qualquer possibilidade de vender essa divisão de negócios de inovação. Ele argumenta que o verdadeiro sucesso do aparelho virá da capacidade criativa dos parceiros na plataforma, e não de lucros financeiros puramente imediatos.