Objeto de outro sistema solar passa em alta velocidade pela órbita de Marte

A trajetória desse visitante interestelar revela que ele atingirá seu ponto mais próximo do Sol no fim de outubro

Antes de A11pl3Z, apenas dois objetos semelhantes haviam sido identificados cruzando nosso sistema solar

Antes de A11pl3Z, apenas dois objetos semelhantes haviam sido identificados cruzando nosso sistema solar | Reprodução

Pela terceira vez na história, astrônomos identificaram um corpo celeste vindo de fora do sistema solar. Nomeado provisoriamente de A11pl3Z, o objeto tem cerca de 20 quilômetros de diâmetro e atravessa o espaço com velocidade surpreendente, chamando a atenção da comunidade científica internacional.

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A trajetória desse visitante interestelar revela que ele atingirá seu ponto mais próximo do Sol no fim de outubro, logo após a órbita de Marte. A expectativa é de que ele desapareça de vista em 2025, sem deixar vestígios visíveis.

Outros visitantes do espaço profundo

Antes de A11pl3Z, apenas dois objetos semelhantes haviam sido identificados cruzando nosso sistema solar. Em 2017, o ‘Oumuamua chamou a atenção por sua forma alongada e possível origem em outro sistema planetário. Já em 2019, o cometa Borisov atravessou a região de forma quase vertical. 

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A descoberta atual acontece seis anos após a anterior, contrariando a expectativa de que mais desses corpos fossem detectados com o avanço das tecnologias de observação.

Descoberta e trajetória confirmada

O novo objeto foi flagrado por câmeras automáticas do Observatório Atlas, no Chile, enquanto passava pela constelação de Sagitário. Na ocasião, ele estava a cerca de 678 milhões de quilômetros do Sol. 

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Com base em imagens arquivadas, astrônomos confirmaram sua origem interestelar. Ainda não se sabe se se trata de um cometa, com composição mais porosa e gelada, ou de um asteroide rochoso.

Apesar de constar na lista de objetos próximos à Terra da União Astronômica Internacional, A11pl3Z não oferece risco de colisão com nosso planeta.

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Importância científica da descoberta

Estudar corpos vindos de outros sistemas estelares é essencial para compreender como planetas e asteroides se formam em regiões distantes do universo. Esses objetos podem carregar informações únicas sobre a composição e o comportamento de sistemas planetários diferentes do nosso.

O número reduzido de detecções intriga especialistas, já que a expectativa é de que os telescópios modernos detectem mais objetos desse tipo.

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Missões futuras e expectativa de novas descobertas

Com o início das atividades do Observatório Vera Rubin, estima-se que até 20 objetos interestelares semelhantes possam ser identificados nos próximos anos.

A Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Japonesa, por sua vez, estão desenvolvendo a missão Comet Interceptor, prevista para 2029. A ideia é manter uma sonda posicionada no sistema solar, pronta para se aproximar e estudar qualquer novo corpo detectado vindo de outros sistemas.

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Enquanto isso, os olhos da ciência seguem atentos a A11pl3Z, que continua sua breve e misteriosa visita pelas redondezas do nosso sistema solar.