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Um erro raríssimo de fabricação transformou unidades comuns em relíquias disputadas por colecionadores; saiba como identificar o modelo 'bifacial'
O fenômeno da numismática, o estudo e colecionismo de moedas e medalhas, explodiu no Brasil / Imagem ilustrativa
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O que para muitos é apenas o troco do pão, para um grupo seleto de brasileiros pode representar o valor de um carro usado ou uma viagem de férias.
O fenômeno da numismática, o estudo e colecionismo de moedas e medalhas, explodiu no Brasil, impulsionado pelas redes sociais e pela descoberta de "erros de fabricação" que tornam moedas comuns de 1 real em verdadeiras relíquias.
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O item mais cobiçado do momento é a chamada moeda bifacial. Como o nome sugere, ela apresenta o mesmo desenho nos dois lados (seja o valor facial ou a efígie da República).
"É um erro raríssimo que ocorre quando o disco de metal recebe a cunhagem do mesmo molde em ambas as faces", explicam especialistas do setor.
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Devido ao rigoroso controle de qualidade da Casa da Moeda, pouquíssimas unidades chegam às ruas, o que faz com que seu valor de mercado chegue a R$ 8.000,00 em leilões especializados.
O item mais cobiçado do momento é a chamada moeda bifacial / Imagem ilustrativaNem só de erros vive o mercado. A série comemorativa dos Jogos Olímpicos Rio 2016 continua valorizada. A moeda da "Entrega da Bandeira", lançada em 2012, é a líder da categoria devido à sua baixa tiragem (apenas 2 milhões de unidades, contra 20 milhões das outras modalidades).
| Moeda | Característica Principal | Preço Estimado (Flor de Cunho) |
| 1 Real (Bifacial) | Desenho igual nos dois lados | Até R$ 8.000 |
| 50 Centavos (2012) | Erro de cunhagem (sem o zero) | R$ 1.500 a R$ 2.000 |
| 1 Real (Bandeira) | Comemorativa Londres-Rio 2012 | R$ 150 a R$ 350 |
| 1 Real (Reverso Invertido) | Ao girar verticalmente, o desenho fica invertido | R$ 200 a R$ 800 |
| 1 Real (Núcleo Deslocado) | Parte prateada "vaza" para a dourada | R$ 500 a R$ 1.500 |
Diferente do que muitos pensam, os preços não são aleatórios. A reportagem consultou as principais referências do mercado para 2026:
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Catálogo Amigo (6ª Edição): Referência técnica para moedas com erros de cunhagem.
Livro das Moedas do Brasil (Bentes): A "bíblia" da numismática nacional para conferência de variantes.
Preçário do Plano Real (Selo Editorial Veritas): Balizador oficial para moedas de circulação atual e comemorativas.
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Diferente do que muitos pensam, os preços não são aleatórios / Imagem ilustrativaPara saber se você tem um "bilhete premiado" na carteira, o colecionador deve observar três fatores:
Estado de Conservação: Moedas "Flor de Cunho" (sem marcas de circulação e brilho original) valem muito mais que moedas gastas (MBC).
Raridade: Quanto menor a tiragem ou mais bizarro o erro, maior o valor.
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Autenticidade: Cuidado com adulterações caseiras. Moedas valiosas costumam ter o peso e o diâmetro exatos determinados pelo Banco Central.
Dica de Ouro: Se você encontrar uma dessas moedas, evite limpá-la com produtos químicos ou abrasivos. O desgaste da pátina original pode reduzir drasticamente o valor para um colecionador profissional.