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A ideia é reduzir a dependência dos smartphones e criar um ponto único de contato, sem redes sociais, notificações ou vídeos infinitos
A ideia é reduzir a dependência dos smartphones e criar um ponto único de contato, sem redes sociais / Freepik
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Enquanto muita gente tenta limitar o uso de celular com aplicativos de controle e regras rígidas, um grupo de pais resolveu simplificar: trouxe o telefone fixo de volta para dentro de casa.
Sim, aquele aparelho parado no corredor, que toca alto e obriga alguém a levantar para atender.
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A ideia é reduzir a dependência dos smartphones e criar um ponto único de contato, sem redes sociais, notificações ou vídeos infinitos.
Em Sydney, a australiana Sally Faughey instalou um telefone fixo para os três filhos. O objetivo era simples: permitir que eles conversassem com amigos sem precisar de celular.
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O resultado foi inesperado. O aparelho virou quase um “ponto de encontro” da casa. Quando toca, alguém corre para atender. E a conversa acontece ali mesmo, sem tela, sem distração.
Nos United States, alguns grupos de pais estão fazendo algo parecido: criando redes de contato entre crianças usando apenas telefone fixo. A lógica é clara, falar mais, rolar menos a tela.
Empresas de telecom perceberam o movimento e começaram a lançar versões atualizadas do velho aparelho, agora conectadas por Wi-Fi.
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Dica do editor: Telefone ou carregador primeiro? Técnico explica o jeito certo de evitar danificar celular.
Na Australia, até executivos da Telstra comentaram publicamente sobre o valor emocional desse tipo de comunicação, algo que soaria improvável há poucos anos.
Especialistas dizem que a tendência mistura três coisas: exaustão digital, busca por foco e preocupação real com o desenvolvimento social das crianças.
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Organizações como a Heads Up Alliance defendem menos exposição a telas na infância. Para esses grupos, conversar por voz, sem emoji, sem filtro, ajuda a desenvolver habilidades sociais que o ambiente digital muitas vezes atropela.
Curiosamente, até parte da geração Z entrou nessa onda. Para muitos jovens, o telefone fixo virou símbolo de desacelerar. Ele não vibra no bolso, não tem feed infinito e não disputa atenção com dezenas de aplicativos.
A infraestrutura tradicional de linhas fixas está sendo desativada em vários países, e hoje muitos aparelhos funcionam via internet. Ou seja, não é exatamente um retorno ao passado.
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Mas o gesto é simbólico.
Em uma rotina dominada por telas, o simples som de um telefone tocando pode representar algo raro: atenção total a uma única conversa. E, para muitos pais, isso já é motivo suficiente para tentar.