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O segredo dos 80+: como a economia e os laços sociais protegem a saúde na Europa

Estudo aponta que laços sociais e economia forte são decisivos para superar os novos obstáculos da expectativa de vida

Agência Diário

Publicado em 05/02/2026 às 22:03

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Sociedades que promovem laços humanos fortes e diversificados garantem que seus membros se sintam muito mais seguros e amparados contra doenças / Freepik

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A longevidade no continente europeu está passando por transformações profundas que chamam a atenção de cientistas e sociólogos.

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Um estudo recente, publicado em conjunto pelo Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França (INED), a Bibliothèque Interuniversitaire de la Santé (BiB) e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), trouxe revelações essenciais.

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Essa pesquisa destaca o surgimento de uma Europa que caminha em duas velocidades distintas no que diz respeito ao envelhecimento da população.

O sociólogo Serge Guérin analisou esses tópicos em entrevista e explicou como essa divisão impacta o cotidiano dos cidadãos e o planejamento das nações.

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Atividades gratuitas ao ar livre são ótimas para os idosos / Imagem ilustrativa - IA
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Na Europa os programas econômicos favorecem uma velhice digna / Imagem ilustrativa - IA
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Grupos de conversa e de jogos ajudam na saúde mental dos 'velhinhos' / Imagem ilustrativa - IA
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Questões biológicas, econômicas e sociais influenciam na expectativa de vida deles / Imagem ilustrativa - IA
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Todo idoso merece carinho, atenção, respeito e dignidade / Imagem ilustrativa - IA
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O panorama dos números e a desaceleração

Atualmente, as estimativas indicam que os homens na Europa vivem cerca de 83 anos, enquanto as mulheres alcançam a marca de 87 anos. Embora esses números pareçam positivos, os pesquisadores notaram que o ritmo de crescimento da expectativa de vida está diminuindo gradualmente.

Essa desaceleração sugere que as melhorias constantes que observamos no passado podem estar encontrando novos obstáculos sociais e biológicos no dia a dia. 

Consequentemente, torna-se necessário entender quais fatores específicos estão travando esse progresso em diversas nações europeias e globais.

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O limite biológico e as conexões sociais

A questão sobre até onde a vida humana pode chegar ainda gera debates intensos na comunidade acadêmica e médica internacional. 

David Lefort esclarece a situação atual: “Biologicamente, não: na Europa e em algumas outras partes do mundo, ainda não atingimos o chamado limite biológico. Portanto, ainda podemos esperar ganhar alguns meses, alguns anos, de expectativa de vida”.

Além do aspecto biológico, a conexão social desempenha um papel fundamental na proteção da saúde individual e coletiva de todos. 

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Dessa forma, sociedades que promovem laços humanos fortes e diversificados garantem que seus membros se sintam muito mais seguros e amparados contra doenças.

Desenvolvimento econômico e qualidade de vida

O crescimento da longevidade está diretamente ligado ao vigor da economia e às oportunidades que um país oferece aos seus habitantes. 

Nações com economias robustas e amplas ofertas de emprego tendem a registrar índices de saúde pública muito mais elevados e consistentes.

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Em contrapartida, cenários sociais negativos afetam drasticamente a experiência de vida, como se observa atualmente no território dos Estados Unidos. 

Lá, a expectativa de vida vem caindo consideravelmente devido ao contexto social desfavorável, provando que o desenvolvimento financeiro é um pilar vital para a longevidade.

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