Aprenda o melhor horário para jantar e não engordar / Freepik
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Milhares de pessoas sofrem diariamente com insônia, despertares noturnos ou aquela sensação de cansaço extremo ao acordar, sem perceber que a causa pode estar no prato consumido poucas horas antes.
O organismo humano é biologicamente programado para que a ingestão de energia ocorra enquanto há luz solar, destinando a noite para a restauração de tecidos e consolidação da memória.
Quando jantamos tarde, obrigamos o corpo a desviar o foco da recuperação para a digestão, o que gera um conflito interno que prejudica tanto o metabolismo quanto o sistema nervoso central.
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Para que o cérebro receba o sinal hormonal para liberar a melatonina e iniciar o sono profundo, a temperatura interna do corpo precisa baixar cerca de um grau.
Se o sistema digestivo ainda está trabalhando intensamente para processar uma refeição pesada, esse resfriamento não acontece, resultando em uma noite de sono fragmentado e um metabolismo que acorda "lento" no dia seguinte.
Um jantar leve e bem equilibrado exige do sistema digestivo um esforço que dura, em média, de duas a três horas para ser concluído com sucesso. No entanto, se a refeição for composta por carnes gordurosas, frituras ou excesso de queijos, esse processo de quebra de moléculas pode ultrapassar cinco horas de trabalho gástrico ininterrupto.
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Portanto, a regra de ouro para quem busca qualidade de vida é garantir que a última garfada ocorra pelo menos 180 minutos antes do momento de apagar as luzes, dando tempo para o corpo "esfriar".
Para indivíduos que possuem rotinas profissionais agitadas e não conseguem jantar cedo, a recomendação é realizar um ajuste estratégico no café da manhã do dia seguinte. Prolongar o jejum matinal pode ajudar a compensar o excesso de energia estocado na noite anterior, mas isso deve ser feito com cautela baseada no nível de atividade física.
Profissionais que atuam em cargos sedentários ou em home office precisam de muito menos calorias matinais se o jantar foi tardio, enquanto trabalhadores braçais devem manter a refeição para evitar a fadiga muscular.
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A escolha qualitativa do que se come no jantar também dita a velocidade com que você entrará em estado de repouso absoluto. Optar por carboidratos de baixo índice glicêmico, como massas cozidas "al dente" ou vegetais fibrosos, evita picos de insulina que geram fome rebote durante a madrugada.
Essa estabilidade glicêmica tranquiliza o sistema nervoso e envia sinais de segurança ao cérebro, permitindo que o organismo dedique toda a sua energia à regeneração celular, resultando em um despertar com muito mais clareza mental e disposição.
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