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Estudo liderado pela geneticista Mayana Zatz mostra como a nossa mistura única de origens criou um "patrimônio biológico" capaz de proteger o corpo contra o envelhecimento
Estudo da USP revela que três dos dez homens mais velhos do mundo são brasileiros / Freepik
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Enquanto muitos buscam a fonte da juventude em fórmulas, ela pode estar nas veias dos brasileiros.
Um estudo liderado por pesquisadores da USP revela que o Brasil é um campo fértil para a longevidade.
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No texto publicado no Genomic Psychiatry, a bióloga e doutora Mayana Zatz destaca que esse cenário ainda é pouco explorado.
Especialistas afirmam que o Brasil é um dos lugares mais subestimados quando o assunto é viver muito.
Entretanto, a imprensa global começou a notar a importância das nossas descobertas científicas recentes.
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Países como Argentina, Espanha e Reino Unido publicaram reportagens sobre o potencial genético da nossa população. Assim, o DNA brasileiro ganha relevância por explicar como os supercentenários chegam aos 110 anos.
A formação do povo brasileiro, unindo diversas origens, criou um patrimônio biológico sem igual no mundo.
Com efeito, a mistura entre africanos, europeus e japoneses resultou em variantes genéticas exclusivas.
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Essas informações biológicas raras não aparecem em bancos de dados de outros países. Por esse motivo, os cientistas acreditam que nossa diversidade é a chave principal para a proteção celular.
A equipe de pesquisa já catalogou mais de 160 pessoas que cruzaram a barreira dos 100 anos. Um destaque foi a Irmã Inah, que até pouco tempo era considerada a pessoa mais velha.
Impressiona o fato de esses idosos manterem a lucidez mesmo com pouca assistência médica no passado. Além disso, a natação praticada por uma idosa de 106 anos prova que a idade é relativa.
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Os testes laboratoriais comprovam que as células de defesa desses idosos trabalham de forma muito intensa. Inclusive, casos de recuperação da COVID-19 antes da vacinação mostram quão potente é esse sistema imunológico.
Atualmente, o país abriga três dos dez homens com as maiores idades verificadas em todo o mundo. Por fim, valorizar essa diversidade é o caminho para uma medicina mais inclusiva e precisa.