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O robô te eliminou? Especialista em RH revela como funciona a triagem por IA e como ter sucesso

Atualmente, os processos seletivos envolvem muito mais do que apenas habilidade: É necessário entender como o algoritmo da Inteligência Artificial (IA) funciona

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 12/02/2026 às 11:59

Atualizado em 12/02/2026 às 12:59

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A Inteligência Artificial é usada principalmente nas etapas iniciais dos processos seletivos, analisando currículos e ranqueando candidatos com base em palavras-chave e requisitos da vaga / Unsplash/Zulfugar Karimov

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Seu currículo pode estar sendo descartado em segundos sem que um humano sequer o veja. A culpa (ou a solução) está na Inteligência Artificial, cada vez mais aplicada no recrutamento de candidatos, exigindo que os participantes adéquem seus perfis e características pessoais à "compreensão" desses algoritmos.

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Abaixo, entenda como utilizar deste recurso ao seu próprio favor e aumentar as chances de conseguir a tão sonhada aprovação.

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Como a tecnologia atua?

Segundo Maísa Alves, especialista em Recursos Humanos e criadora da página @hphumanizerh, a ferramenta é utilizada para dar mais agilidade aos processos, considerando o grande volume de candidatos. No entanto, ela deixa claro que a tecnologia não substitui o RH.

"A IA entra muito forte na organização de dados, na análise de aderência entre perfil e vaga e na automação de etapas operacionais. No fim, não substitui o RH, ela potencializa a tomada de decisão, permitindo que o recrutador atue de forma mais estratégica e menos operacional".

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Além disso, a profissional explica que essa técnica é aplicada, geralmente, nas etapas iniciais, como a triagem.

"Ela está mais presente nas etapas iniciais. Triagem de currículos, ranqueamento de candidatos, agendamentos e testes online já são amplamente automatizados. Hoje, inclusive, já existem primeiras entrevistas realizadas por WhatsApp automatizado, chatbots ou plataformas em que o candidato responde perguntas por áudio, texto ou vídeo gravado. Depois, a IA organiza essas informações para o RH analisar".

Aproveite e leia também: O fim dos freelancers? Entenda por que a IA está 'roubando' demandas no mercado digital

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Segundo especialistas, a tecnologia atua como apoio estratégico, organizando dados e otimizando tempo, mas a decisão final ainda é humana. Unsplash/Zulfugar Karimov
Segundo especialistas, a tecnologia atua como apoio estratégico, organizando dados e otimizando tempo, mas a decisão final ainda é humana. Unsplash/Zulfugar Karimov
Antes de chegar ao recrutador, o currículo passa por sistemas automatizados que cruzam experiências, habilidades e formação com o perfil desejado pela empresa. Unsplash/Vitaly Gariev
Antes de chegar ao recrutador, o currículo passa por sistemas automatizados que cruzam experiências, habilidades e formação com o perfil desejado pela empresa. Unsplash/Vitaly Gariev
Não existe um perfil ideal universal: o que define o avanço do candidato é a compatibilidade entre sua trajetória profissional e os requisitos da vaga. Unsplash/Vitaly Gariev
Não existe um perfil ideal universal: o que define o avanço do candidato é a compatibilidade entre sua trajetória profissional e os requisitos da vaga. Unsplash/Vitaly Gariev
A Inteligência Artificial é usada principalmente nas etapas iniciais dos processos seletivos, analisando currículos e ranqueando candidatos com base em palavras-chave e requisitos da vaga. Unsplash/Zulfugar Karimov
A Inteligência Artificial é usada principalmente nas etapas iniciais dos processos seletivos, analisando currículos e ranqueando candidatos com base em palavras-chave e requisitos da vaga. Unsplash/Zulfugar Karimov
Chatbots, formulários automatizados e entrevistas por vídeo ou áudio gravado já fazem parte da rotina de muitos processos seletivos. Unsplash/Zulfugar Karimov
Chatbots, formulários automatizados e entrevistas por vídeo ou áudio gravado já fazem parte da rotina de muitos processos seletivos. Unsplash/Zulfugar Karimov
Currículos claros, objetivos e alinhados à descrição da vaga têm mais chances de avançar na triagem automatizada. Unsplash/Resume Genius
Currículos claros, objetivos e alinhados à descrição da vaga têm mais chances de avançar na triagem automatizada. Unsplash/Resume Genius

Quem tem mais chances de ser eliminado ou de prosseguir?

Considerando a presença da IA nas etapas iniciais, Maísa explica que a tecnologia utiliza uma forma padronizada de processamento de informações. Ou seja, o candidato que não adaptar seu currículo para que a ferramenta consiga "compreendê-lo" terá chances mínimas de prosseguir.

"Os algoritmos fazem um cruzamento entre os requisitos da vaga e as informações do currículo, o que chamamos de match. Por exemplo, em uma vaga de Assistente Administrativo, o sistema busca termos como rotinas administrativas, controle de planilhas, atendimento ao cliente e organização de documentos. Quando essas informações aparecem de forma clara, a chance de avanço é maior. Porém, se o currículo é genérico, pode ser eliminado, mesmo tendo potencial".

Existe um 'perfil ideal' de candidato?

Diante de um sistema tão específico, muitos acreditam que há um perfil "idealizado" pela IA. Mas, na realidade, não é bem assim.

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Segundo Maísa, a questão não é a existência de um candidato com habilidades perfeitas, mas sim o quanto seu perfil é coerente com os requisitos específicos da vaga.

"Não existe um perfil ideal universal, mas sim maior aderência ao que foi configurado na vaga. Na prática, candidatos com experiência semelhante à função, crescimento de carreira coerente, certificações e habilidades técnicas bem descritas acabam tendo mais compatibilidade nos sistemas".

O que é necessário ter em mente?

Antes de se candidatar à uma vaga, a profissional enfatiza que a leitura inicial do perfil não é humana. Portanto, inserir palavras-chave e elaborar o currículo com clareza é essencial.

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"Muitas vezes, a primeira leitura do perfil não é humana. Por isso, palavras-chave, clareza de experiência e alinhamento entre currículo e LinkedIn fazem muita diferença. Posicionamento profissional passou a fazer parte do processo seletivo".

O Diário fez, inclusive, uma matéria explicando como é possível adaptar seu currículo para ter maiores chances de passar no processo seletivo. Para acessá-la, basta clicar aqui. 

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