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O que aconteceu com a 'Bala Soft', considerada perigosa, e que reinou nos anos 80 e 90?

O doce era realmente saboroso, mas sua textura causava engasgos, principalmente em crianças e idosos

Jeferson Marques

Publicado em 18/01/2026 às 08:46

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As temindas balas soft em uma vendinha de bairro dos anos 80/90 / Imagem meramente ilustrativa/IA

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Se você cresceu no Brasil entre as décadas de 1980 e 1990, provavelmente carrega no currículo uma medalha invisível de sobrevivência. Não estamos falando de aventuras na selva ou esportes radicais, mas de um desafio culinário que marcou gerações: chupar uma Bala Soft sem engasgar. Colorida, deliciosa e perfeitamente redonda, essa guloseima era o terror das mães e a alegria das crianças, mas afinal, por onde anda esse ícone doce?

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Criada originalmente pela empresa Q-Refres-Ko na década de 1960, a Bala Soft reinou absoluta nas cantinas escolares e nos trocos da padaria. No entanto, ela sumiu das prateleiras convencionais há alguns anos, deixando um vácuo de açúcar e saudade. A boa notícia para os nostálgicos de plantão é que ela não foi extinta. A marca passou por aquisições (como pela Kraft Foods nos anos 90) e, hoje, o legado continua vivo, principalmente através da fabricante Berbau, do Rio Grande do Sul, que produz a versão "Soft Classic".

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O mito da "bala perigosa"

O que tornava a Bala Soft tão única — e temida — era o seu design. Diferente das balas quadradas ou mastigáveis, ela era uma esfera lisa, dura e extremamente escorregadia. Ao ser colocada na boca, transformava-se em um projétil perfeito em direção à glote. Não é exagero dizer que quase todo brasileiro com mais de 30 anos tem uma história (ou conhece alguém que tem) de um momento de pânico interrompido por um tapa nas costas salvador, principalmente em crianças ou idosos.

Essa fama de "vilã" das vias aéreas acabou criando uma aura de desafio ao redor do doce. As lendas urbanas sobre a proibição da bala por órgãos de saúde circularam por anos. Embora ela nunca tenha sido oficialmente "banida" por ser uma arma letal, as mudanças no mercado e a conscientização sobre segurança alimentar fizeram com que o formato original perdesse espaço para doces com formatos menos propensos a bloqueios respiratórios, como os que possuem furos no meio ou são achatados.

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Onde encontrar hoje?

Se a saudade bater mais forte que o medo, você ainda pode reencontrar esse sabor de infância. A versão fabricada atualmente pela Berbau mantém a essência: as cores vibrantes e os sabores clássicos de morango, uva, limão e laranja. Contudo, ela já não é tão onipresente nos caixas de supermercado como antigamente.

Hoje, o habitat natural da Bala Soft são as lojas especializadas em doces (as famosas bombonieres de bairro) e, principalmente, a internet. Sites como Mercado Livre e Shopee são os novos "baleiros", onde pacotes de meio quilo são vendidos para adultos que querem relembrar o passado — agora, espera-se, com um pouco mais de cuidado na hora de degustar. 

Portanto, a Bala Soft está viva, passa bem e continua desafiando a gravidade (e a nossa garganta) de quem se atreve a saboreá-la.

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