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O plástico invisível que está na sua comida e o que você pode fazer para reduzir a exposição

Estudos recentes mostram que essas partículas já foram identificadas em diferentes tecidos do corpo humano, incluindo cérebro

Fábio Rocha

Publicado em 23/02/2026 às 18:33

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Beber água pode parecer o hábito mais seguro do dia, mas também é uma das principais fontes de ingestão de microplásticos / Imagem gerada por IA

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Você pode não ver, não sentir cheiro e nem perceber no sabor, mas pequenas partículas de plástico já fazem parte da rotina alimentar moderna. Elas não estão apenas espalhadas no ambiente: também entram na cozinha, passam pelos utensílios e chegam ao prato.

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Esses fragmentos microscópicos são chamados de microplásticos (menores que 5 milímetros) e nanoplásticos (ainda menores, invisíveis a olho nu). O problema é que eles não ficam só na superfície dos alimentos.

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Estudos recentes mostram que essas partículas já foram identificadas em diferentes tecidos do corpo humano, incluindo cérebro, placenta e sistema cardiovascular.

O plástico que vai além da embalagem

Quando pensamos em plástico na comida, logo lembramos de embalagens. Mas a contaminação pode acontecer muito antes, ainda na produção.

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Solos agrícolas contaminados, irrigação com água poluída e uso intensivo de materiais plásticos na cadeia industrial ajudam a explicar por que vegetais, carnes, ovos e até sal podem conter fragmentos microscópicos.

O sal marinho, por exemplo, reflete diretamente a poluição dos oceanos. Já alimentos ultraprocessados passam por tantas etapas industriais que acabam acumulando mais contato com superfícies plásticas ao longo do caminho.

Água: a principal via de exposição

Beber água pode parecer o hábito mais seguro do dia, mas também é uma das principais fontes de ingestão de microplásticos. Pesquisas indicam que tanto a água da torneira quanto a engarrafada podem conter partículas.

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No caso das garrafas plásticas, o simples ato de abrir e fechar a tampa já libera fragmentos invisíveis. E quando o recipiente é exposto ao calor, como dentro de um carro, o desgaste aumenta.

Filtros domésticos de carvão ativado têm mostrado capacidade significativa de retenção dessas partículas, tornando-se uma alternativa interessante para reduzir a exposição.

Dica do editor: 

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O perigo silencioso do calor

Um dos pontos menos discutidos é o impacto da temperatura. Aquecer alimentos em recipientes plásticos, especialmente no micro-ondas, pode liberar quantidades expressivas de micro e nanoplásticos em poucos minutos.

O mesmo vale para saquinhos de chá feitos com polímeros sintéticos: quando entram em contato com água quente, podem liberar bilhões de partículas microscópicas.

A cozinha como fonte invisível

Tábuas de corte plásticas, utensílios desgastados e panelas com revestimento antiaderente também contribuem para o problema. Cada corte em uma superfície plástica pode desprender fragmentos minúsculos que se misturam ao alimento.

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Com o tempo, riscos e desgaste aumentam essa liberação. O plástico, quando envelhecido, se fragmenta com mais facilidade.

É possível reduzir a exposição?

Eliminar completamente o contato com microplásticos é praticamente impossível, já que eles estão disseminados no ambiente. No entanto, algumas escolhas podem diminuir a ingestão:

  • Preferir recipientes de vidro ou aço inox para aquecer alimentos

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  • Evitar colocar plástico no micro-ondas

  • Substituir utensílios plásticos muito riscados

  • Lavar grãos como arroz antes do preparo

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  • Reduzir o consumo de ultraprocessados

  • Optar por água filtrada

Especialistas ainda investigam os impactos dessas partículas no longo prazo. Parte pode ser eliminada pelo organismo, mas os efeitos do acúmulo contínuo ainda são objeto de estudo.

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Enquanto as respostas definitivas não chegam, pequenas mudanças na rotina podem representar uma redução significativa na exposição diária. O plástico pode ser onipresente na vida moderna — mas na cozinha, escolhas conscientes ainda fazem diferença.

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