Empresa americana opera desde o século XIX com uma diretriz: produtos bons e duráveis / Johann H. Addicks / Wikimedia Commons
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Talvez você não saiba, mas a queridinha das donas de casa brasileiras, a Tupperware, declarou falência em 2024. O motivo não poderia ser mais intrigante: os produtos eram tão bons que o público não precisava comprar novos.
A gigante americana foi fundada em 1946 e cresceu inicialmente com a venda e demonstração de porta em porta. Com foco na qualidade e durabilidade dos seus produtos, a marca alcançou mais de 3 milhões de revendedores pelo mundo em 2017.
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Porém, o mercado consumidor atual é muito diferente daquele que fez a empresa uma gigante do varejo em 1946. Produtos descartáveis, movidos por tendências e em largos volumes, tornaram-se o novo padrão, especialmente no e-commerce.
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Conforme a obsolescência programada avançou no mercado, a Tupperware manteve seu modelo de negócios praticamente inalterado: produtos de alta qualidade extremamente duráveis.
Em setembro de 2024, a empresa declarou falência e concordou em se vender aos seus credores por US$ 23,5 milhões em dinheiro e mais de US$ 63 milhões em alívio de dívidas.
Com a queda nas receitas e o aumento das dívidas, a falência da Tupperware tornou-se um tema central. Em alguns países, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, enquanto em outros reduziu suas operações e fechou lojas.
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