O novo ouro verde: o que o produto que atrai interesse de investidores na Argentina 

A produção da planta, em Córdoba, na Argentina, é uma aposta de empresário da agroindústria e atrai investidores

Novo ouro verde desperta interesse de investidores

Novo ouro verde desperta interesse de investidores | Reprodução/Freepik

A Argentina está apostando na expansão da produção de alfafa, com destaque para a província de Córdoba, que se consolidou como um polo de referência para o cultivo e exportação do produto

Estima-se que a indústria pode alcançar números inéditos para o setor se conseguir superar os obstáculos produtivos e logísticos que enfrenta atualmente.

Com uma área de 610.000 hectares dedicados à alfafa, a Córdoba despertou o interesse de investidores e líderes da agroindústria. O mercado de feno e forragens, que tem atraído atenção global, “parece não ter limite” no curto prazo, segundo empresários do setor.

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Um mercado global que multiplica números

Atualmente, a Argentina representa apenas 1,5% do mercado mundial de feno, exportando cerca de 147.000 toneladas anuais. Porém, a demanda global crescente por feno, especialmente de pecuárias intensivas, oferece uma oportunidade significativa para o país.

Com o aumento das exigências alimentares e a necessidade de rações sofisticadas para o gado, o setor argentino enxerga uma janela de oportunidade para expandir suas exportações e consolidar uma posição mais forte no mercado mundial.

Os especialistas projetam que, com a industrialização e a ampliação do complexo produtivo, a Argentina poderia alcançar exportações anuais de 800.000 a 1 milhão de toneladas, gerando até 250 milhões de dólares em receitas por ano. Para isso, seria necessário aumentar a quantidade de plantas de processamento e melhorar a infraestrutura logística, além de adotar novas tecnologias de desidratação e recompactação de feno.

Desafios 

O modelo espanhol, que transformou a produção de alfafa nos anos 90, serve como exemplo para a Argentina. Por meio de um processo de industrialização, a Espanha passou a ser o segundo maior exportador global de feno, processando metade de sua produção em cerca de 60 plantas industriais.

Apesar disso, a Argentina enfrenta desafios significativos. As condições climáticas, com chuvas frequentes durante o ciclo de crescimento da alfafa, dificultam a secagem adequada do feno, o que impacta a qualidade do produto. A falta de infraestrutura adequada de armazenagem e centros de coleta também limita o potencial do setor.

Para superar esses obstáculos, a concentração empresarial de alfafa de Córdoba aposta em mais inovação tecnológica, com foco na desidratação eficiente e na expansão de unidades industriais. Com esses avanços, a Argentina tem o potencial de se tornar um dos principais fornecedores globais de feno de alta qualidade, transformando seu papel dentro da cadeia internacional de forragens.

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