Ressaca atinge a Ponta da Praia, em Santos, e mar invade a orla / Nair Bueno/Diário do Litoral
Continua depois da publicidade
Uma ideia audaciosa de engenharia está sendo debatida para evitar que o nível dos oceanos suba de forma catastrófica nas próximas décadas e complique a vida de moradores de várias cidades costeiras no Brasil, como Santos.
Cientistas e engenheiros internacionais propõem uma solução radical: construir uma cortina submarina flexível com 80 quilômetros de extensão no fundo da Antártida.
Continua depois da publicidade
De acordo com informações publicadas pelo portal AS, a estrutura seria instalada em frente à gigantesca Geleira Thwaites, servindo como um escudo protetor contra o aquecimento global.
A preocupação não é para menos, já que a Thwaites é conhecida mundialmente como a "Geleira do Juízo Final". Esse apelido assustador se deve ao fato de que, se ela derreter completamente, o nível do mar pode subir cerca de 65 centímetros em todo o planeta, inundando cidades costeiras e redesenhando o mapa-múndi.
Continua depois da publicidade
Fontes científicas citadas pelo AS explicam que o grande inimigo não é apenas o ar quente, mas sim as correntes de água quente que circulam nas profundezas do oceano e corroem a base de gelo por baixo.
Para se ter uma noção regional, falando do litoral de SP, veja quanto o mar já avançou em Santos.
O plano de geoengenharia polar consiste em ancorar essa cortina gigante a 150 metros de profundidade para bloquear o avanço da água quente. O objetivo não é congelar o oceano, mas sim "ganhar tempo" para que a humanidade consiga reduzir as emissões de gases poluentes antes de um colapso total. Embora o projeto seja visto como uma esperança, ele carrega um custo astronômico, estimado entre 40 e 80 bilhões de dólares, além de desafios técnicos imensos em um dos ambientes mais hostis da Terra.
Continua depois da publicidade
Cientistas ativam a cortina submarina na Antártida para frear o degelo global - Imagem ilustrativa gerada por IA/GeminiApesar da escala épica, a proposta já saiu do papel em pequena escala. Pesquisadores estão testando protótipos em fiordes na Noruega para entender como a estrutura se comporta sob pressão. No entanto, críticos ouvidos pelo AS alertam que interferir no ecossistema marinho pode ter consequências imprevisíveis.
Mesmo assim, diante do risco iminente de um desastre ambiental sem precedentes, a cortina submarina surge como a última linha de defesa para proteger as costas de todo o mundo.
Um estudo da Prefeitura de Santos, atualizado no Plano de Ação Climática (PACS) de outubro de 2025, aponta que a Ponta da Praia é o ponto mais vulnerável de todo o litoral paulista.
Continua depois da publicidade
Ressaca faz o mar invadir avenida na orla da praia de Santos, na Ponta da Praia - Nair Bueno/Diário do Litoral